Ipem alerta que lâmpadas de LED têm alta reprovação.

Órgão fiscalizador aponta que principal irregularidade é a falta de selo do Inmetro.


Por O Dia

Uma em cada quatro lâmpadas de LED vendidas no Rio não tem selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A revelação é do Instituto de Pesos e Medidas do Rio de Janeiro (Ipem-RJ), que visitou estabelecimentos em todo o estado e analisou 102.598 lâmpadas, sendo que 26.795 delas não possuíam a etiqueta de qualidade na embalagem. As infrações correspondem a 25% do total vistoriado.

Segundo o órgão, o índice de reprovação das lâmpadas de LED é bastante alto, principalmente quando comparado ao baixo número de irregularidades encontradas em outros tipos de iluminação. Para se ter uma ideia, no caso das fluorescentes, das mais de dez mil unidades fiscalizadas, apenas quatro estavam irregulares. Os modelos halógenos e dicróicos analisadas eram ainda mais confiáveis: todas cumpriam as normas.

Alexandre Valle, presidente do Ipem-RJ, revela outros detalhes na embalagem que podem indicar uma falsificação ou irregularidade, além da ausência do selo do Inmetro. "O consumidor deve checar se as informações como CNPJ e SAC para reclamações estão visíveis. Comprar a mercadoria sem a certificação devida pode trazer mais prejuízo do que economia. Isso porque o item pode não durar o tempo que promete e também pode colocar sua segurança e saúde em risco", alerta.

A vistoria feita pelo Ipem-RJ fez parte da Operação Vagalume II, em parceria com a Barreira Fiscal e a Receita Federal. Apesar de serem mais caras, as lâmpadas de LED têm maior durabilidade e consomem menos energia quando comparadas às demais tecnologias.

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