Viviane Araújo celebra pomba gira na Sapucaí e rebate preconceito contra religiões afro

Rainha de bateria do Salgueiro presta homenagem a Maria Padilha; intolerância religiosa manifesta em comentários do Facebook foi repreendida pela musa.


Bossuet Alvim 
Estado de Minas

Viviane Araújo foi estrela incontestável no ensaio técnico do Salgueiro na segunda-feira, 25. A modelo e atriz é rainha de bateria da escola carioca, que neste ano traz enredo sobre a Ópera dos Malandros, prestando homenagem a Zé Pelintra e outras entidades de religiões afro-brasileiras. Com suas curvas exuberantes e samba impecável, Viviane foi incumbida de representar, na avenida, Maria Padilha — a mais celebrada entre as pomba giras, representantes do feminino no espiritismo.

O tributo, contudo, não foi bem recebido por todos. Nas redes sociais, uma série de comentários preconceituosos culminou em desabafo da musa, publicado na terça-feira, 26. O texto, assinado por uma religiosa de matriz africana, foi reproduzido na página oficial de Vivi, subscrito pela própria. "Se você não curte carnaval, pessoas que frequentam centros espíritas, reuniões ou qualquer coisa do tipo, saiba que a sua opinião ofensiva não mudará em nadinha a quem já frequenta esses centros religiosos ou curte essa época do ano", observa a autora, Beatriz Barbosa.

Viviane ainda usou o texto para posicionar-se em relação à discriminação contra as religiões afro. "O mal das pessoas é achar que fora das igrejas, dos templos ou qualquer recinto que você pratique a sua fé, não tem Deus. É por isso que ainda há muita intolerância religiosa por aqui, não é discriminação, é ignorância. Posta textos gigantescos pra terceiros e não tem a capacidade de ler um artigo para adquirir sabedoria? Desculpa mas não consigo lidar com isso", repreende o desabafo. No Brasil, o candomblé, a umbanda e outras religiões de raíz africana aliam ícones do continente às manifestações locais de fé, a exemplo dos espíritos cultuados pelas populações indígenas. No senso comum, por muitos anos, estas religião foram equivocadamente associadas a práticas negativas ou maldosas, resumidas como "macumba". Por isso, ainda hoje, elementos da espiritualidade afro-brasileira são rejeitados por parte da população que desconhece os preceitos religiosos.


"- Já basta!"
"- Sim, quero começar meu desabafo com já basta. Se você não curte carnaval,pessoas que frequentam centros espíritas, reuniões ou qualquer coisa do tipo, saiba que a sua opinião ofensiva não mudará em nadinha a quem já frequenta esses centros religiosos ou curte essa época do ano, sinto muito em lhe dizer que sua opinião será só mais uma pra entrar nas estatísticas sobre um artigo publicado em qualquer site sobre intolerância religiosa. Li ao decorrer do dia diversos ...
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