Tiroteio deixa seis baleados e causa pânico na estação do metrô em Irajá

Entre as vítimas estão dois taxistas e um pastor de 78 anos. Três suspeitos - um fugiu - também foram feridos. Metrô Rio fechou a estação por 13 minutos.


FLAVIO ARAÚJO , GUSTAVO RIBEIRO E MARCELLO VICTOR

Rio - Três suspeitos foram baleados e três pessoas foram vítimas de balas perdidas após uma perseguição que terminou em tiroteio na estação do metrô de Irajá, na Zona Norte do Rio, na noite da quinta-feira. A ação provocou pânico entre moradores, motoristas e usuários do modal. A cabine da PM que fica no local foi atacada a tiros. Entre as vítimas estão um pastor de 78 anos e dois taxistas. Os dois profissionais, além de um dos bandidos, estão internados no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Os dois carros roubados em que os criminosos estavam foram apreendidos, além de duas pistolas. De acordo com a PM, uma guarnição do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) iniciou uma perseguição ao Chevrolet Cruze prata, placa KVS-7098, de Belford Roxo, durante um patrulhamento na Avenida Brasil. O veículo entrou na área do 41º BPM (Irajá) e foi solicitado reforço e um cerco foi montado.

Ainda segundo a PM, por volta das 22:00hs., no cruzamento das avenidas Monsenhor Félix e Pastor Martin Luther King Júnior, ao perceberem que seriam abordados por uma viatura, os dois ocupantes do Cruze desceram e um deles fez disparos com uma pistola calibre 380. Houve troca de tiros e um deles, de 17 anos, foi baleado nas costas e na perna. Um outro menor, da mesma idade, foi apreendido. O veículo foi atingido por cerca de 20 tiros. Os vidros da cabine da PM ficaram destruídas pelos disparos. Não havia nenhum policial no local.

Poucos metros antes do cruzamento, PMs do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 41º BPM que participavam do cerco, trocaram tiros com outros dois homens. Eles estavam no Hyundai HB20 branca, placa KPW-2770, de Nova Iguaçu, que dava cobertura ao Cruze. O carro colidiu com um poste de sinal de trânsito. O suspeito, identificado apenas como Pagodinho, foi baleado na cabeça. Com ele foi apreendida uma pistola calibre 45. Mesmo ferido, o comparsa dele roubou uma Pajero de um pastor que passava pelo local e conseguiu fugir.


Nos confrontos, a taxista Bruna Cristina Neves Siqueira, 35, que estava dentro do veículo no ponto de táxi em frente a estação, foi baleada na perna dentro do carro. O também taxista Carlos Alexandre Morgado Nascimento, que estava a pé e não faz ponto no local, foi ferido no ombro. O pastor José de Souza Campos, 78, que voltava da igreja e estava dentro de um ônibus, foi atingido no dedo. Os três foram socorridos no HGV. O idoso foi liberado de madrugada. Os outros permanecem internados.

"A aliança que estava no meu dedo salvou minha vida e, possivelmente, a de algum outro passageiro", acredita o pastor, mostrando o objeto partido pelo tiro. "É uma aliança verdadeira", completou a mulher dele, Marina Campos, se referindo a crença do marido em Deus.

Os dois bandidos feridos foram levados para o Hospital Estadual Carlos Chagas (HCC), em Marechal Hermes. Pagodinho foi transferido em estado grave para o HGV durante a madrugada. Juan, também internado na mesma unidade, aguardava transferência. No momento do tiroteio, muitos passageiros desembarcavam do metrô, o que causou pânico. Para minimizar o problema, a concessionária Metrô Rio fechou a estação entre 22:13hs., e 22:26hs., e muitos usuários ficaram abrigados no local aguardando o fim do tiroteio. Moradores se abrigaram no comércio local e motoristas voltaram de ré ou na contramão. O cruzamento das avenidas Monsenhor Félix e Pastor Martin Luther King Júnior é o mais movimentado do bairro de Irajá.


Colegas de profissão de Bruna descreveram os momento de tensão durante o confronto e o socorro a taxista.

"Começou aquela saraivada de balas, aquele desespero, aquele corre-corre, e fui ferida com um tiro de fuzil na perna. Meu pai vinha logo atrás e me socorreu, mantive a calma e já informou pelo  WhatsApp que está bem. Nem quis olhar a perna para não ver o estrago. mas não corro risco de vida, graças a Deus. Vou levar um tempo para me recuperar mas, em breve vou estar com a gente de novo, com vida" comemorou o taxista Bruno Carvalho Félix da Silva, de 24 anos.

Segundo ele, não falta policiamento, mas a região é considerada de risco. "Essa área é complicada. Geralmente a gente vê, a gente ouve, mas assim, tiroteio tão intenso como hoje, tão de perto, eu nunca tinha visto. Faltar policiamento, não falta. Polícia aqui passa toda hora, mas vagabundo também. Então fica difícil. E quando eles se cruzam, a gente fica no meio", descreveu Bruno. O caso foi registrado na 39ª DP (Pavuna), central de flagrantes da região.

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