Profissão Repórter - Batalha pela vida daqueles que necessitam de leitos de UTI
Paulo Pinheiro
HDkobra
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O Profissão Repórter dessa semana acompanhou a verdadeira batalha pela vida daqueles que necessitam de leitos de UTI e não encontram vaga na rede pública. Os tristes episódios do bebê Hiann, em Cuiabá e da Dona Nair, em Brasilia, lamentavelmente não são exceções. Pelo contrário, caso a poderosa Globo não estivesse acompanhando os casos, provavelmente a espera e sofrimento seriam ainda maior. O desabafo de um dos parentes entrevistados é arrasador: "A sensação é como se tivesse uma bomba amarrada no pescoço da pessoa e você não tem como desativar".
Exemplos como esse se repetem em todo território nacional, inclusive no Rio de Janeiro e não é por má vontade dos funcionários públicos envolvidos. É comovente o trabalho de médicos, enfermeiros, defensores públicos, funcionários da central reguladora de leitos e demais profissionais fazendo o possível para salvar vidas. Uma médica pediatra chega a ir às lágrimas ao elogiar a pressão positiva dos repórteres e alerta: "O ser humano não pode ser tratado dessa forma. Se falta vaga de UTI, as pessoas daquela cidade tem que se reunir, tem que fazer Audiência Pública, tem que convencer as autoridades que é necessário".
Espero que o Prefeito Eduardo Paes tenha assistido ao programa e aplique as emendas que pretendo apresentar ao orçamento pelo quinto ano seguido, destinando verba para a criação de leitos de UTI nas quatro grandes emergências municipais. Nos últimos anos, minhas emendas foram solenemente ignoradas. Talvez o prefeito tivesse outras prioridades, como o show do Stevie Wonder. No entanto, como a opinião da Globo tem se mostrado mais influente nas decisões da Prefeitura do que levantamentos técnicos e opinião de especialistas, quem sabe esse ano as coisas não mudam...
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