Seleção comemora meio século da vitória na Copa de 1962
Há exatos 50 anos o Brasil, de Didi e Vavá, sagrava-se bicampeão
mundial no Chile, ao derrotar a Tchecoslováquia por 3 a 1, sendo campeã
de forma invicta.
Neste domingo, dia 17 de junho de 2012, o futebol brasileiro
comemora os 50 anos do bicampeonato mundial no Chile em 1962. Com uma
apresentação impecável, o time base da conquista de 1958, mais uma vez,
levou o taça de forma invicta, ao vencer a temida Tchecoslováquia, na
final por 3 a 1, no Estádio Nacional de Chile.
Dono de um futebol envolvente, a geração que foi responsável por
apresentar a mágica essência do futebol ao mundo e que na sequência da
história tornaria o Brasil no País do Futebol, viu a possibilidade de
título em 1962 diminuir na segunda partida, diante da Tchecoslováquia,
quando Pelé saiu de campo machucado para não mais retornar ao Mundial.
Com o camisa 10 fora de combate, foi a vez de Mané Garrincha colocar a
bola embaixo do braço e junto com Amarildo, substituto de Pelé, e de
outros craques como Vavá, Didi, Djalma Santos e Nilton Santos,
conquistarem o bi.
Se toda a opinião pública temia pelo pior sem o Rei do Futebol, o
grupo tinha a certeza que a conquista viria. Segundo o
ex-lateral-direito Jair Marinho, campeão mundial naquele ano, a
desconfiança nunca passou pela cabeça dos jogadores.
Jair Marinho
“Já tínhamos a base de 1958, saímos do Brasil certos de que
ganharíamos o Mundial. Muitos se espantaram com a lesão do Pelé, mas o
Amarildo estava mais do que preparado para substituir o Pelé”, comentou.
Sobre a conquista, Jair Marinho lembra que o estilo do jogador
brasileiro, até então desconhecido pelos europeus, foi o grande
diferencial.
“A grande surpresa foi a forma de jogar, o estilo dos brasileiros que
surpreenderam os europeus, além da vontade de vencer”, destacou o
ex-jogador.
E se o estilo do Brasil foi o diferencial, muito se deve a Garrincha
que foi o melhor jogador daquela Copa. Sobre o craque, Jair não poupa
elogios.
“Garrincha foi o máximo do jogador na época de 1958 e 1962. Ele foi
aquele jogador que quando entrava em campo era certeza de vitória. Ele
era 50% da Seleção”, cravou Jair.
Com relação a importância daquela conquista para o futuro do esporte,
Jair Marinho afirma que aquele bicampeonato, foi determinante para que o
Brasil se tornasse definitivamente o País do Futebol.
“Foi muito importante. Pelos campeonatos de 1958, 1962 e até 1970 que
o Brasil começou a ser conhecido como ‘País do Futebol’. Nós
apresentamos o Brasil para o mundo”, afirma.
Muito elogiada pela sua força ofensiva que anotou 14 gols e com uma
das defesas menos vazadas com apenas cinco, o setor foi defendido por
Altair, ex-zagueiro daquela Seleção.
“Toda Copa é difícil, mas os jogadores da defesa tiveram uma atuação destacável em 1962”, declarou o ex-jogador.
De fato o Brasil de 1962 não teve Pelé, mas foi uma verdadeira
Seleção com todos os setores do time jogando em harmonia, em prol de um
objetivo único que foi a conquista do bicampeonato, além de eternizar
seus nomes na história do esporte.
Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo, Nílton Santos; Zito,
Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo, Zagallo. Técnico: Aymoré Moreira.
Tchecoslováquia: Schroiff; Tichy, Pluskal, Popluhar, Novak; Masopust,
Scherer; Pospichal, Kadraba, Kvasnak, Jelinek. Técnico: Rudolf Vytlacil.
Local: Estádio Nacional (Santiago). Árbitro: Nicolai Latishev (URSS).
Gols: Masopust 15, Amarildo 16 do 1º tempo; Zito 24, Vavá 33 do 2º.
Curiosidades marcaram a conquista brasileira
Toda grande conquista é composta por boas histórias e na Copa de 1962
não foi diferente. As curiosidades marcantes desse Mundial começaram
com a ilustre presença de um cachorro no gramado na partida entre Brasil
e Inglaterra, pelas quartas de final. Sem o dom da marcação, Garrincha
tentou pegar o animal, mas foi driblado e quem acabou capturando o cão
foi o inglês Jimmy Greaves.
Depois de vencer a Inglaterra por 3 a 1, no dia 10 de junho, o Brasil
viveu três dias de tensão no Chile, já que o próximo adversário seriam
os donos da casa, na semifinal. A delegação brasileira tomou todas as
providências de segurança, as quais incluíam preparar a própria comida
com medo de sabotagem na alimentação. Coube ao dentista do Brasil, Mário
Trigo, comprar todos os ingredientes para preparar os sanduíches que
alimentaram os brasileiros. E foi com essa alimentação caseira que os brasileiros superaram os
chilenos por 4 a 2 no dia 13. Mas a vaga na final trouxe outra
preocupação, com a expulsão de Garrincha. Sem Pelé machucado e Mané
expulso, teria o Brasil forças para vencer a boa seleção da
Tchecoslováquia? Como naquela época não existia o sistema de suspensão
automática, o futuro do “Anjo das Pernas Tortas” foi decidido por um
julgamento realizado pela Fifa.
Com a contribuição de um dos auxiliares da partida, o uruguaio
Esteban Marino, que era contratado da Federação Paulista que sumiu sem
dar nenhum tipo de depoimento e sem assinar o documento do julgamento,
ajudou para que Garrincha fosse absolvido e liberado para a grande final
e ajudar o Brasil na vitória por 3 a 1 de virada na Tchecoslováquia.
Vale lembrar a Copa de 1962, foi realizada durante grandes
movimentações políticas e culturais. O mundo vivia a divisão dos
mega-blocos, Guerra Fria e do Vietnã, revoluções culturais e países
latino-americanos sob o poder dos regimes militares em nome da
democracia.
O FLUMINENSE
http://jornal.ofluminense.com.brVamos relembrar:
Enviado por FaBarBosa2009
Realizada no Chile,foi a sétima edição
da Copa do Mundo FIFA de futebol,que ocorreu de 30 de maio a 17 de
junho.Confira os gols do bi campeonato da seleção



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