quarta-feira, 24 de maio de 2017

Grupo quebra vidraças, paradas de ônibus e orelhões em protesto em Brasília.

Parte dos manifestantes destruíram persianas e vidraças de pelo menos cinco 
ministérios, entre eles o da Integração Nacional, o do Trabalho e o da Agricultura.


Manifestantes quebraram vidros e invadiram ministérios.
O DIA

Brasília - Um grupo de cerca de 50 pessoas usando máscaras promoveu um quebra-quebra em meio à manifestação contra o Governo Temer em Brasília. Parte dos manifestantes destruíram persianas e vidraças de pelo menos cinco ministérios, entre eles o da Integração Nacional, o do Trabalho e o da Agricultura. Este último havia sido cercado por tapumes, mas, mesmo assim, teve os vidros quebrados, e teve parte do térreo incendiado. Por volta das 16:10hs., alguns deles colocaram fogo em objetos na frente do Ministério da Saúde. No Ministério da Cultura, computadores foram depredados e documentos rasgados. Parte do Ministério do Planejamento também foi depredado e incendiado. A Polícia Militar estima 35.000 pessoas no evento. Já os organizadores falam em 100.000 presentes. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, quatro pessoas foram detidas.

Carros do Corpo de Bombeiros e Samu estiveram no local para controlar a situação. Enquanto bombeiros se aproximavam, manifestantes jogaram pedaços de pau e uma pessoa se feriu no rosto. O confronto começou após a Polícia Militar dispersar parte do protesto com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. A Casa Civil da Presidência da República determinou a liberação de todos os funcionários que trabalham na Esplanada dos Ministérios. Neste momento, todos integrantes da pasta da Saúde já estão deixando o prédio. O mesmo ocorre com integrantes de outras pastas, como Agricultura e Fazenda. O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, deixou o prédio, acompanhado de funcionários, pelo prédio anexo, localizado na parte detrás da Esplanada.


Devido ao início das chamas, prédio precisou ser evacuado.

A polícia continuou lançando bombas de gás e spray de pimenta para tentar dispersar os manifestantes. Também foram depredados paradas de ônibus, placas de trânsito, orelhões, holofotes que iluminam os letreiros dos ministérios e até banheiros químicos que haviam sido instalados para a manifestação. Em frente ao Ministério do Planejamento, no Bloco C da Esplanada dos Ministérios, o grupo de manifestantes mascarados ateou fogo em um orelhão e em cerca de 10 bicicletas de uso compartilhado.

Ministério da Fazenda
Do outro lado da Esplanada, um manifestante quebrou a vidraça do comitê de imprensa do Ministério da Fazenda. Os manifestantes corriam para se afastar da área em frente ao Congresso Nacional, onde as forças de segurança jogavam bombas de efeito moral. Ao passar pelo edifício do ministério, um deles atingiu a vidraça com o cabo de uma bandeira. Mesmo com o vidro quebrado, os manifestantes não conseguiram entrar no prédio, já que há grades de segurança na janela. Na sequência da ação, membros da Força Nacional de Segurança Pública formaram um paredão e permanecem na lateral do prédio. Os funcionários do Ministério da Fazenda foram obrigados a evacuar o local.


Representantes das principais centrais sindicais protestaram hoje contra as reformas da Previdência e trabalhista. Eles também pedem a saída do presidente da República, Michel Temer. Em razão do protesto, toda a Esplanada foi fechada para a circulação de carros. Os servidores que vieram trabalhar nesta quarta estacionaram e entraram pelos anexos dos prédios.


Oposição ocupa Mesa Diretora da Câmara pedindo encerramento da sessão
Deputados da oposição subiram na Mesa Diretora do plenário da Câmara para pedir o encerramento da sessão. Opositores protestam contra a reação da polícia à manifestação realizada em frente ao Congresso Nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência e contra o governo Michel Temer. Parlamentares do PT, PDT, PSOL e Rede subiram à Mesa Diretora e ficaram ao lado do 2º vice-presidente da Câmara, deputado André Fufuca (PP-MA), que preside a sessão. Opositores gritam palavras de ordem contra o governo como "Fora Temer" e "O povo quer votar, diretas já".

Deputados da base aliada reagiram com protesto contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Lula na cadeia", gritam parlamentares da base. "Chama a segurança para tirar esses arruaceiros daí", disse o líder do PP, Arthur Lira (AL).

Os deputados estavam em uma sessão de debates, mas está prevista na pauta da Casa para esta quarta a votação de MPs. Mais cedo, deputados como o líder da oposição na Câmara, José Guimarães (PT-CE), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP) relataram reação exagerada da polícia durante o protesto realizado pelas centrais sindicais em frente ao Congresso. De acordo com os parlamentares, policiais jogaram bombas de gás e spray de pimenta em pessoas que não estavam cometendo delitos, inclusive em alguns deputados.

Raul Jungmann: 'Manifestação se tornou depredação do patrimônio'.
Em um rápido pronunciamento a jornalistas, o ministro da Defesa Raul Jungmann condenou a violência nas manifestações. "A manifestação degringolou para o vandalismo, violência, agressão e depredação do patrimônio público. Servidores foram ameaçados e ficaram aterrorizados. O senhor presidente da República decretou uma ação de garantia da Lei e da Ordem (uso do Exército). Tropas federais já estão no Palácio do Itamaraty e logo mais outras tropas virão para garantir a segurança dos ministérios. É inaceitável a baderna, o descontrole e o senhor presidente não irá aceitar que tais atos atrapalhem a discussão no Congresso", disse.

Deputados se empurram em sessão
Os deputados federais Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) se empurraram durante a sessão plenária da Câmara na tarde desta quarta-feira, 24. A confusão ocorreu na Mesa Diretora do plenário, onde parlamentares da oposição subiram em protesto, pedindo o encerramento dos trabalhos. A briga fez com que a sessão fosse suspensa pela segunda vez.

Parlamentares do PT, PDT, PSOL e Rede subiram à Mesa Diretora e ficaram ao lado do 2º vice-presidente da Casa, deputado André Fufuca (PP-MA), que presidia a sessão, para pressionar o parlamentar maranhense a encerrar os trabalhos. Ao ver o protesto, deputados governistas também subiram, para tentar "proteger" Fufuca da pressão. Foi neste momento que Edmilson e Perondi se empurraram.

Os opositores protestam contra a reação da polícia à manifestação realizada em frente ao Congresso Nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência e contra o governo Michel Temer, abalado por crise política deflagrada pela delação premiada da JBS. Eles gritam palavras de ordem contra o governo como "Fora Temer" e "O povo quer votar, diretas já". "Lula na cadeia", reagem parlamentares da base.

Mais cedo, deputados como o líder da oposição na Câmara, José Guimarães (PT-CE), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP) relataram reação exagerada da polícia durante o protesto realizado pelas centrais sindicais em frente ao Congresso. De acordo com os parlamentares, policiais jogaram bombas de gás e spray de pimenta em pessoas que não estavam cometendo delitos, inclusive em alguns deputados.

Parlamentares da oposição recolheram algumas dessas bombas de gás e trouxeram para dentro do plenário. Eles posicionaram os instrumentos em frente à Mesa Diretora. A pedido de Fufuca, a segurança da Casa retirou os equipamentos. Com a confusão, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi chamado às pressas e assumiu o comando dos trabalho

Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo
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