quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Turistas passarão por detectores de metal no Cristo e Pão de Açúcar

Medida será adotada durante período dos Jogos Olímpicos.


Turistas passarão por detectores de metal no Cristo e Pão de Açúcar na Rio 2016.
AGÊNCIA BRASIL

Todas as pessoas que visitarem o Cristo Redentor, no Morro do Corcovado, ou o Pão de Açúcar, na Urca, durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 terão que passar por detectores de metal. O reforço na segurança dos dois principais pontos turísticos do Rio de Janeiro foi solicitado na terça-feira pelo secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, em reunião com o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes. De acordo com o ministro, durante o período olímpico, a segurança dos dois locais será feita pelas Forças Armadas. Os equipamentos chegarão ao Rio até a próxima sexta-feira, dia da cerimônia de abertura da Olimpíada, no Maracanã. “Estamos operacionalizando. Foi um pedido feito hoje pelo secretário Beltrame, achei o pedido razoável e lógico. Nós temos 50 raquetes [magnetrômetros portáteis] em Brasília que não estão sendo utilizadas, são excedentes, vamos trazer aqui para o Rio de Janeiro, vamos chamar mais alguns agentes operacionais da Força Nacional para colocar lá no Corcovado", disse Moraes.

Cooperação Internacional
Alexandre de Moraes participou na terça-feira da cerimônia de inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional, que complementa a unidade reinaugurado nesta segunda-feira em Brasília. Juntos, os centros reúnem 250 policiais de 55 países. O início efetivo da operação será nesta quarta-feira e o centro funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana, com encerramento das atividades no dia 20 de setembro, após a Paralimpíada. O delegado da Polícia Federal Valdeci Urquiza, coordenador do centro, disse que a cooperação policial internacional começou na Copa das Confederações, em 2013, com 22 policiais de 18 países. O modelo foi aprimorado na Copa do Mundo de 2014, quando 230 policiais de 37 países integraram o centro. Para os Jogos Olímpicos, a estrutura foi dividida entre Brasília e o Rio. “Dentro dessas instalações temos acesso a toda a infraestrutura de segurança pública para os Jogos, todas as câmeras que foram utilizadas, todos os sistemas de informações criminais. Temos também acesso não só aos policiais que estão integrados aqui conosco, mas a outras polícias que não se integraram ao centro, mas que fazem parte dos 190 países que compõem a Interpol [Organização Internacional de Polícia Criminal]. A partir desse centro temos acesso às informações nacionais e também de outros países”, explicou.

Moraes destacou a importância da integração dos países para “combater com eficiência todo tipo de criminalidade” e disse que essa colaboração deve continuar após os Jogos. “O grande legado do ponto de vista da segurança pública é a integração entre as agências de inteligência, entre as agências e as equipes operacionais. Nós pretendemos manter isso após a Olimpíada. Aprendemos, evoluímos, juntamos mais países. É o maior centro de cooperação policial internacional já montado em qualquer país na Interpol e precisamos aproveitar isso após também a Olimpíada”, disse o ministro.

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