sexta-feira, 10 de junho de 2016

Irmão de Garotinho é preso por exploração de menores

Além de ex-deputado, mais 11 foram condenados 
por obrigar menores a se prostituir.


Inimigo político do ex-governador, Nelson Nahim foi condenado a 12 anos.
DIEGO VALDEVINO

Rio - Doze homens suspeitos de envolvimento no caso das ‘Meninas de Guarus’, que apurou a exploração sexual de crianças e adolescentes em Campos do Goytacazes, no Norte Fluminense, foram presos na quinta-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio. Entre eles estão ex-vereadores da cidade e o irmão do ex-governador Anthony Garotinho, o ex-deputado federal Nelson Nahim Matheus de Oliveira. Outras duas pessoas são consideradas foragidas: Gustavo Ribeiro e Dovany Salvador Lopes da Silva, ambos condenados a oito anos de prisão. Nahim é adversário político de Garotinho. O caso é investigado desde 2009. O ex-vereador Marcus Alexandre dos Santos Ferreira; o ex-presidiário Leilson Rocha da Silva, mais conhecido como ‘Alex’; o policial militar Ronaldo de Souza Santos, e o empresário Renato Pinheiro Duarte, entre outros, também foram condenados no processo. De acordo com a denúncia, os réus mantinham e exploravam crianças e adolescentes, entre 8 e 17 anos de idade, em uma casa situada em Guarus, distrito de Campos, para fins de prostituição e exploração sexual. O lugar era mantido com as portas e janelas trancadas com grades, correntes e cadeados, sempre sob vigília armada. As vítimas eram obrigadas a consumir drogas, como haxixe, cocaína, crack, ecstasy e maconha, sem que pudessem oferecer resistência. Algumas chegavam a fazer até 30 programas por dia.

Após negociação, as vítimas eram levadas de carro até os ‘clientes’, para realizar programas sexuais em diversos motéis e hotéis da cidade. Ainda segundo o MP, crianças e adolescentes eram submetidos a todos os tipos de práticas sexuais. Em alguns casos, iam com o nariz sangrando por causa do alto consumo de cocaína. Pelos programas realizados, recebiam comida e drogas e, algumas vezes, uma parte do valor pago pelo ‘cliente’. O bando também firmou convênios com proprietários de hotéis e motéis locais, onde parte dos encontros era realizada. Os acusados foram condenados pelos crimes de quadrilha armada, estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes entre outros. A maior pena aplicada foi de 31 anos para os condenados Leilson Rocha e Ronaldo Santos, sendo aplicada pena de 12 a Nelson Nahim.

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