quinta-feira, 19 de maio de 2016

Universidades públicas continuam gratuitas, diz ministro da Educação

Instituições poderão cobrar pelos cursos de extensão e 
de pós-graduação lato sensu, ou seja, as especializações.


Mendonça Filho é líder do DEM na Câmara
AGÊNCIA BRASIL

Brasília - “As universidades públicas continuam gratuitas. Qualquer informação diferente é falsa”, afirmou na quarta-feira o ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, em nota enviada à imprensa. O comunicado foi feito após repercussão sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) em tramitação no Congresso Nacional para regulamentar a cobrança em cursos de extensão, especialização e pós-graduação lato sensu em universidades públicas. A PEC 395/2014, que ainda deverá ser votada em segundo turno na Câmara dos Deputados, determina que o ensino público superior de graduação e de pós-graduação acadêmica (mestrados e doutorados) continue gratuito, mas as instituições poderão cobrar pelos cursos de extensão e de pós-graduação lato sensu, ou seja, as especializações. A proposta não obriga a cobrança. Dessa forma, a universidade decidirá se deseja ou não cobrar pelos cursos. Enquanto deputado, Mendonça Filho defendeu a medida na Câmara.


Segundo o MEC, a cobrança é pratica em instituições de ensino como as universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp), Federal de Pernambuco (UFPE) e do Rio Grande do Sul. A pasta destacou que as universidades continuarão públicas em seus cursos de graduação e na pós-graduação acadêmica. A possibilidade de cobrança nas especializações também foi defendida pelo ex-ministro Aloizio Mercadante, como forma de arrecadar mais recursos para o ensino superior. Mercadante defendia a criação de um fundo de contribuição de ex-alunos de universidades públicas. "O aluno sai e, se depois teve êxito, se é de uma família que tem posses, por que ele não pode contribuir para a universidade em que ele estudou de graça?", afirmou durante entrevista à Agência Brasil.

Outros projetos
Além da PEC 395/2014, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei do Senado (PLS) 782/2015, que dispõe sobre pagamento de anuidade em instituições públicas de ensino superior por estudantes cuja renda familiar seja, comprovadamente, superior a 30 salários mínimos. Eles deverão pagar um valor correspondente à média do custo por aluno matriculado no mesmo curso. A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) se posicionaram contra as cobranças. As entidades defendem a gratuidade e a qualidade da educação pública em todos os níveis.

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