domingo, 15 de maio de 2016

Pressionado, Temer cria Secretaria de Cultura e mulher assumirá a pasta

Nome mais cotado para assumir é Adriana Rattes, ex-secretária 
de Cultura do Rio entre 2007 e 2014 e ligada ao PMDB.


O DIA

Rio - Pressionado por artistas após anunciar o fim do Ministério da Cultura, o presidente em exercício Michel Temer voltou atrás e decidiu criar uma secretaria, vinculada à Presidência da República, para cuidar da pasta. E vai colocar uma mulher no posto, para responder às críticas ao seu governo provisório, de excluir figuras femininas do alto escalão ministerial. O nome mais cotado para assumir a nova Secretaria de Cultura é o de Adriana Rattes, ex-secretária estadual de Cultura do Rio entre 2007 e 2014 e ligada ao PMDB de Temer. Alegando necessidade de enxugar a máquina pública, Temer havia determinado a fusão das pastas de Educação e Cultura, voltando a se chamar MEC, sob o comando do pernambucano Mendonça Filho (DEM). O ator e deputado estadual Stepan Nercessian (PPS-RJ), chegou a ser sondado para o cargo, mas Temer teria mudado de ideia, convencido da necessidade de dar maior representatividade feminina ao seu governo.

Moreira Franco, nomeado secretário do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), afirmou que o governo não tem mais recursos para subsidiar tarifas baixas aos usuários das concessões. “Não dá para resolver problema de aritmética com ideologia”, disse. Ex-ministro de Dilma (na Secretaria de Assuntos Estratégicos e na Aviação Civil), Moreira Franco havia declarado em março que o PMDB “está à esquerda na área social” e um eventual governo de Temer não cortaria benefícios em vigor.

A diretoria-executiva da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), responsável pela gestão das rádios e TVs federais, contesta a eventual nomeação de outro presidente — o escolhido seria o jornalista Laerte Rímoli, ex-diretor de Comunicação da Câmara dos Deputados. O atual presidente, Ricardo Melo, nomeado dia 3 de maio por Dilma, tem mandato de quatro anos.

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