sexta-feira, 20 de maio de 2016

Gorilas lésbicas são observadas pela primeira vez na natureza.


O comportamento homossexual não é nada incomum no reino animal. Mas, pela primeira vez, biólogos documentaram evidências de gorilas fêmeas na selva tendo relações sexuais. O comportamento foi observado no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, por um pesquisador da Universidade da Austrália Ocidental (UWA). Os resultados foram publicados recentemente na publicação online PLoS ONE. O estudo, liderado pelo Dr. Cyril Grueter, professor adjunto da Escola de Anatomia, Fisiologia e Biologia Humana da UWA, detalha como ele observou fêmeas engajando-se em “proximidade genital” e “fricção genital”, com movimentos pélvicos. Ele também observa que as gorilas estavam “proferindo vocalizações copuladoras” durante o ato. Ele ainda conseguiu capturar fotografias do ato, que até agora só havia sido observado em cativeiro.

Comportamento natural
Mas isso está longe de ser uma ocorrência única. Descobriu-se que 18 das 22 gorilas fêmeas estudadas também se envolveram em atividade sexual com outras fêmeas. “Dado que todas estas observações vêm de grupos selvagens, e não de gorilas em cativeiro, é óbvio que a atividade homossexual é parte do comportamento natural das gorilas”, diz Grueter. “Minha impressão é que estas fêmeas obtêm prazer na interação sexual com outras fêmeas”. Embora para nós, humanos, o prazer esteja intimamente atrelado ao ato sexual, isso entra em conflito com outras teorias, que afirmam que o comportamento homossexual em primatas é usado tanto como uma afirmação agressiva de domínio ou como uma forma de vínculo social.

Efeito pornográfico
Grueter também observou o que ele chama de um “efeito pornográfico”. Em alguns casos, ele percebeu que as fêmeas se envolvem em comportamento íntimo com o mesmo sexo pouco depois de terem testemunhado um macho adulto iniciar o sexo com outra fêmea. Isto sugere que este comportamento poderia funcionar como uma saída alternativa para a excitação sexual delas. Alternativamente, uma outra hipótese do estudo, que, Greuter admite, não foi verificada, é que as fêmeas se engajariam nesse comportamento para diminuir a motivação da outra fêmea em ter relações sexuais com machos, a fim de garantir seu próprio sucesso reprodutivo. 

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