quarta-feira, 6 de abril de 2016

Estado do Rio registra duas mortes suspeitas de gripe H1N1

De acordo com secretaria, cinco casos foram constatados 
por exames laboratoriais, incluindo os dois óbitos.


Primeira etapa da vacinação imunizou profissionais de saúde em SP.
TÁSSIA DI CARVALHO

Rio - As duas mortes suspeitas de gripe H1N1 no Estado do Rio foram confirmadas na terça-feira, pela Secretaria de Saúde. Segundo o órgão, cinco casos foram constatados por exames laboratoriais, incluindo os dois óbitos. Os dados coletados pela Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental revela que em 2015 nenhuma ocorrência foi registrada no Rio. Apesar dos óbitos, o calendário estipulado pelo Ministério da Saúde continua mantido, segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe. “Serão quase 4 milhões de doses distribuídas para os grupos prioritários”, conta. Segundo ele, idosos, crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, lactantes, presidiários, indígenas e doentes crônicos terão preferência na vacinação que começa dia 30. Chieppe afirma que a vacinação é contra a gripe. “Um dos componentes da vacina vai proteger contra o H1N1”, garante o subsecretário. “Após o fim do calendário e tendo excedente, os municípios poderão disponibilizar a vacina para o restante da população”, diz.

Segundo Chieppe, como o vírus é mutante, é preciso estar atento às formas de prevenção. “A transmissão é feita pessoa a pessoa através de gotículas contaminadas.” Por isso, ele afirma, é importante evitar lugares fechados, lavar sempre as mãos, utilizar álcool em gel e esperar que o álcool seque antes de tocar em outra superfície, para que o produto não perca sua eficácia.

Filas nas clínicas
Enquanto a vacina contra gripe não chega à rede pública, as clínicas particulares do Rio têm filas. Na Kinder, na Barra, a procura começou, na terça-feira passada, com distribuição de senhas e reposição de estoque durante a semana. Um lote extra chegou na tarde desta terça-feira. A expectativa era de que se esgotasse em poucas horas. Na Vaccini, que fica no mesmo bairro, profissionais relataram ter desistido de atender o telefone, tamanha a quantidade de ligações para saber sobre doses disponíveis.

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