quinta-feira, 7 de abril de 2016

Empresa de Roberto Carlos aparece no Panama Papers

Cantor diz que offshore foi declarada à 
Receita Federal e ao Banco Central.


Roberto Carlos aparece nos documentos como acionista da Happy Song.
O DIA

Brasília - O cantor e compositor Roberto Carlos é mais um famoso que aparece entre os 11,5 milhões de documentos da firma de advocacia da Mossack Fonseca, no escândalo conhecido como Panama Papers. O nome do Rei surgiu na papelada como acionista de uma offshore chamada Happy Song (em português, “canção feliz”). Os nomes do jogador argentino Lionel Messi, do Barcelona, e do ex-jogador francês Michel Platini também já apareceram no Panama Papers. Roberto Carlos, por meio da assessoria, respondeu que a empresa está devidamente declarada à Receita Federal e ao Banco Central, assim como seus rendimentos e remessas para o exterior. As informações são do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL. “Para desenvolvimento e manutenção dessa íntegra e sólida carreira, das diversas atividades correlatas, e por questões estratégicas do negócio, o Sr. Roberto Carlos efetua investimentos em empresas no Brasil e no exterior, inclusive onde permanece de três a quatro meses por ano, aproximadamente, por força de suas turnês e compromissos com gravadoras, distribuidoras, empresas de mídia televisiva e impressa”, diz a nota da assessoria.

A Happy Song foi criada em março de 2011, no Panamá. A negociação foi feita por intermédio de uma consultoria do Uruguai chamada Baker Tilly. Foram nomeados três diretores: Reynaldo Ramalho, José Carlos Romeu e Marco Antonio Castro de Moura Coelho. Os três são parceiros profissionais de longa data de Roberto Carlos, como parte da equipe que gerencia a carreira do Rei. O nome de Roberto Carlos só aparece nos registros em 2015. As ações originais foram emitidas “ao portador”, ou seja, não trazem o nome do verdadeiro dono nos documentos. Mas desde 2013, mudanças na legislação panamenha proibiram a emissão de títulos de ações sem registro do nome do proprietário.

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