quarta-feira, 2 de agosto de 2017

EMPRESAS LIGADAS A TEMER RECEBERAM R$ 2,2 MILHÕES DA JBS EM 2010


247 - Documentos obtidos pela revista Época mostram veracidade nos depoimentos de delatores que declararam ilegalidades cometidas por Michel Temer na campanha presidencial de 2010. Notas fiscais frias mostram repasses de R$ 2.200.000,00 da JBS para empresas indicadas por Temer. Segundo a delação da JBS, nenhum serviço foi prestado à empresa. De acordo com os delatores, quem pediu o dinheiro a Joesley Batista foi o próprio Michel Temer. Em 2010, eles haviam acabado de se conhecer. O então ministro da Agricultura, Wagner Rossi, apadrinhado por Temer, tinha boa relação com Joesley e insistiu que o empresário desenvolvesse uma "relação política' com o peemedebista. Temer, no primeiro encontro com Joesley, pediu R$ 3.000.000,00 em doações de campanha.

O empresário prometeu colaborar. O intuito do empresário, além de criar relações com Temer, era também garantir que suas empresas fossem beneficiadas - ou ao menos não prejudicadas - por apadrinhados do peemedebista em cargos-chave no governo. Empresas indicadas por Temer forneceram notas fiscais frias para simular serviços, que não foram prestados. Duas notas fiscais da Pública Comunicações, de Elsinho Mouco, marqueteiro de Temer, citam "serviços prestados de planejamento estratégico de comunicação" em 2010.

Outras três notas fiscais , de R$ 80.000,00 cada, especificam serviços da Ilha Produções, uma produtora que pertenceu ao líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi, filho de Wágner Rossi e aliado de Temer. A descrição indica serviços de "edição, captação e atualização de banco de imagens". Nos dois casos, foi a maneira encontrada para repassar dinheiro ilegal a Temer.

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