terça-feira, 25 de julho de 2017

Programinha Paint se despede.

A Microsoft avisou que ‘desligará os aparelhos’ do Paintbrush até o fim do ano.


Imagem feita no Paint do jurássico Windows XP: na
versão 7 ganhou pincéis, e na 10 obteve volume.
O DIA

Estados Unidos - Um dos programas mais acessados por usuários de Windows teve a ‘morte’ anunciada na segunda-feira. A Microsoft avisou que ‘desligará os aparelhos’ do Paint até o fim do ano. Não que o editor de desenho e de imagens estivesse doente ou com ‘problemas de memória’. O aplicativo, disponível desde a primeira versão do sistema operacional, será substituído pelo Paint 3D, presente no Windows 10 e capaz de trabalhar tridimensionalmente, além de manter todas as funcionalidades do ‘trintão’ — mas com a integração para telas sensíveis ao toque e conexão com celulares e tablets. A ‘eutanásia’ do programinha passara despercebida quinta-feira passada, quando a Microsoft listou funcionalidades que serão “descontinuadas” até o fim do ano, ou seja, que “não estão sendo desenvolvidas de forma ativa e devem ser removidas nos próximos lançamentos”. Não está claro quando a atualização, batizada de ‘Fall’, virá, mas a comoção já ganhou as redes sociais.

Memes se espalharam e incluíram frases revoltadas e até a arte de Romero Britto. ‘Paint’ ficou o dia todo entre os termos mais citados no Twitter. “Bill Gates na sarjeta amanhã: Microsoft quer tirar o Paint de circulação. Uso diariamente essa importante ferramenta, espero que repensem”, escreveu Chico Barney. “Microsoft retira Paint do Windows, e Romero Britto anuncia aposentadoria”, manchetou o Sensacionalista.

Era PC Paintbrush
O programa foi lançado como um app de desenho monocromático, com resolução de 1-bit, no Windows 1.0, em 1985, e sofreu várias modificações. A interface atual entrou em operação no Windows 7 e quase não mudou na migração para o Windows 10, que agora pretende aposentá-lo, para pânico geral. Usuários alegam que o Paint, por ser mais leve, sempre foi opção mais rápida para pequenos ajustes ou cortes, em comparação aos parrudos Photoshop, Corel e afins. Uma das funções mais requisitadas é a conversão de arquivos — como transformar imagens com extensão *.png ou *.bmp no universal *.jpg. Mesmo em computadores com média capacidade, trata-se de operação rápida, diferentemente dos editores de imagem mais completos.

Internautas entraram na brincadeira, afirmando que, em nome do Paint, iriam desabilitar as atualizações do Windows — tudo para manter o trintão nas máquinas. Depois que o editor desaparecer, aqueles que, por birra, se recusarem a usar o 3D, uma dica: a internet tem vários quebra-galhos on-line...

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