quinta-feira, 27 de julho de 2017

Lava Jato: PF prende ex-presidente da Petrobras e do BB em nova fase da operação

Aldemir Bendine foi preso em Sorocaba, interior de São Paulo. 
Polícia também cumpre mandados no DF, Pernambuco, Rio de Janeiro.


Aldemir Bendine foi preso pela PF na manhã desta quinta.
O DIA

Curitiba - O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, em Sorocaba, interior de São Paulo. A ação é parte da 42ª fase da operação Lava Jato, deflagrada no início da manhã, e que também está sendo realizada no Distrito Federal, Pernambuco e Rio de Janeiro. Batizada de "Cobra", a nova fase tem como objetivo cumprir três mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Com prazo de cinco dias, a prisão temporária pode ser convertida para a prisão preventiva, quando o investigado passa a não ter prazo para deixar a prisão. De acordo com depoimentos de Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, Bendine solicitou e recebeu R$ 3.000.000,00 para ajudar a empreiteira em negócios com a Petrobras. Segundo o delator, o dinheiro teria sido pago em espécie por meio de um intermediário. Operadores financeiros suspeitos de operacionalizar o recebimento da propina também estão sob investigação da PF. Segundo a polícia, estes pagamentos só foram interrompidos após a prisão de Odebrecht. Segundo nota do MPF-PR, existem evidências de que ele pediu propina à Odebrecht AgroIndustrial, no valor de R$ 17.000.000,00, ainda quando era presidente do Banco do Brasil. O acordo entre as partes viabilizaria a rolagem de dívida de um financiamento da empreiteira.

"Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, executivos da Odebrecht que celebraram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, teriam negado o pedido de solicitação de propina porque entenderam que Bendine não tinha capacidade de influenciar no contrato de financiamento do Banco do Brasil”, diz a nota do MPF. Ainda, segundo o MPF, “há provas apontando que, na véspera de assumir a presidência da Petrobras, o que ocorreu em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis. Desta vez, as indicações são de que o pedido foi feito para que o grupo empresarial Odebrecht não fosse prejudicado na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato.”

'Cobra'
De acordo com a PF, O nome da operação é uma referência ao codinome dado ao principal investigado nas tabelas de pagamentos de propinas apreendidas no chamado Setor de Operações Estruturadas da Odrebrecht durante a 23ª fase da operação. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.

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