quarta-feira, 21 de junho de 2017

Prefeitura não divulgou aviso sobre gravidade de chuva na terça para evitar pânico, diz secretário de Ordem Pública

Paulo César Amendola disse ainda que chuva da 3ª foi atípica. Segundo ele, prefeito Marcelo Crivella orientou equipe sobre tomada de providências em tempo hábil. Rio está em Estágio de Atenção desde segunda-feira.


Paulo César Amêndola é o secretário de Ordem Pública.
Por G1 Rio

Em entrevista ao RJTV nesta quarta-feira (21) o secretário de Ordem Pública do Rio, Coronel Paulo César Amêndola disse que o Centro de Operações não emitiu alerta sobre a gravidade da chuva e os consequentes riscos para a população para evitar pânico na população. Ainda de acordo com Amendola, a chuva da noite de terça foi uma situação não esperada e atípica. Ele confirmou que a prefeitura estava em alerta desde a noite de segunda-feira, quando foi decretado o Estágio de Atenção na cidade. Ele disse que o prefeito Marcelo Crivella orientou o primeiro escalão para que tomasse as providências e ações em tempo hábil. "Nós temos uma preocupação muito grande de não gerar pânico na população. Alerta é uma coisa. Quando você enfatiza alguma coisa que não está ocorrendo ainda a gente está causando pânico", afirmou.

Normalmente, o Centro de Operações da prefeitura emite três boletins diários com o panorama dos acontecimentos da cidade. Nesta terça, o boletim das 18:00hs., quando já chovia forte na cidade, falava sobre a chegada da frente fria e que a previsão era de chuva moderada a forte na cidade. Segundo o secretário, o COR não pode prever grandes desastres. "O Centro de Operação não faz mágica. Não pode prever o que pode acontecer. Não pode prever quedas de avião, não pode prever deslizamentos dos morros. Quando o fato ocorre ele emite o sinal daquele momento, mas não pode antecipar fatos imprevisíveis"

Sobre a presença das autoridades nas ruas durante os alagamentos, o secretário de Conservação e Ambiente, Rubens Teixeira, disse que eles acompanham as informações sem que precisem estar presencialmente no Centro de Operações. "O Centro de Operações não é um centro de comando. O Centro de Operações me manda informações de minuto a minuto e está funcionando. Se todas as pessoas se confinarem no Centro de Operações a cidade vai estar à deriva. O Centro é de monitoramento e nós temos ali equipamentos. Tanto chega ali como chega no meu celular. Ali é um centro de informação , de tecnologia. Chega lá e chega em qualquer lugar", disse

Uma fonte revelou ao RJTV que durante a ação na hora do temporal faltaram carros oficiais para impedir acesso de veículos aos vários bolsões de água que se formaram nos bairros. Segundo esse fonte, a ausência ocorreu por falta de verbas. Além disso, os salários de parte dos funcionários do setor de meteorologia do Centro de Operações estão em atraso desde fevereiro. Segundo informações do RJTV o atraso ocorreu desde a administração anterior.

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