quarta-feira, 21 de junho de 2017

Paulo Maluf é condenado a três anos de prisão pela Justiça francesa.

Deputado federal, esposa e filho mais velho respondem por 
lavagem de dinheiro por atos cometidos em 1996 e 2003 na França.


Deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi condenado também
pela Justiça da França por lavagem de dinheiro.
ESTADÃO CONTEÚDO

França - A Corte de Apelações de Paris condenou o deputado federal Paulo Maluf (PP/SP) a três anos de prisão e multa de 200.000,00 euros por lavagem de dinheiro. Sua esposa, Silvia, também foi condenada a três anos, com multa de 100.000,00 euros. Em 2015, ex-prefeito de São Paulo (1993/1996) já havia sido condenado pela Justiça em Paris por lavagem de dinheiro. Os crimes teriam ocorrido entre 1996 e 2003. Na primeira instância, ele pegou três anos de prisão. Sylvia Lutfalla Maluf e o filho mais velho do casal Flávio Maluf, também foram condenados pelo mesmo crime. A sentença determinou ainda o confisco de 1.800.000,00 de euros em contas do deputado e de seus familiares. Além disso, as multas impostas aos três somam 500.000,00 euros. Em primeira instância, a Justiça francesa determinou que Maluf, a mulher e o filho 'agiram em associação para ocultar a origem de recursos' que tiveram origem em ato de corrupção e desvio de dinheiro no Brasil na época em que Maluf era prefeito de São Paulo.

O recurso de Paulo Maluf começou a ser julgado em março deste ano, perante a Corte de Apelações de Paris e teve decisão proferida após dois adiamentos. A sentença menciona diretamente obras do túnel Ayrton Senna e da avenida Água Espraiada, sob suspeita de superfaturamento. O parlamentar e seus familiares, segundo a justiça francesa, são acusados de enviar o dinheiro dos crimes para empresas offshore e contas em bancos no exterior. Consultados, os advogados de Maluf informaram que vão recorrer à Corte Suprema francesa.

Condenação no Brasil
Em maio, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal também condenaram Maluf pelo crime de lavagem de dinheiro. A pena foi de 7 anos, 9 meses e dez dias de prisão. O crime, como no caso da França, teria sido praticado quando ele exercia o cargo de prefeito de São Paulo. Os ministros entenderam que a pena elevada é 'incompatível' com o mandato de deputado. Assim, decretaram a perda do mandato de Maluf. O STF ainda impôs multa de cerca de R$ 1.300.000,00 ao ex-prefeito.

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