terça-feira, 20 de junho de 2017

Justiça aceita mais uma denúncia e agora Cabral é réu em 11 processos.

MPF acusa ex-governador e Adriana Ancelmo de lavagem de dinheiro em compra de joias.


Ex-governador do estado do Rio é réu em 11 processos.
O DIA

Rio - O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou na segunda-feira, mais uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Sérgio Cabral (PMDB). Agora, o ex-governador do estado é réu em 11 processos. O MPF acusa Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo, por lavagem de dinheiro em compra de joias. A dupla já é investigada em outros dois processos por crimes semelhantes. A nova denúncia apresenta cinco compras feitas pelo casal na joalheria H Stern, entre 2009 e 2014, no valor total de R$ 4.527.590. De acordo com as investigações, a dupla teria gasto mais de R$ 11.000.000,00 provenientes de propinas para comprar 189 joias e pedras preciosas. Segundo o MPF, a compra de joias seria uma forma de tentar legalizar o dinheiro de origem ilegal. Até o momento, apenas 40 peças foram localizadas — o paradeiro das demais é desconhecido pelo Ministério Público Federal. A denúncia foi feita com base em documentos e testemunhos dados por quatro pessoas ligadas à joalheria: o presidente da empresa, Roberto Stern, o vice-presidente, Ronaldo Stern, o diretor financeiro Oscar Luiz Goldemberg, e a diretora comercial, Maria Luiza Trotta. Eles também eram acusados de lavagem de dinheiro pelo MPF e negociaram acordos de delação premiada.

Os dois ex-assessores do ex-governador, Carlos Bezerra e Carlos Miranda, também foram denunciados pelo MPF. Os homens são apontados como responsáveis pelo pagamento das joias à H.Stern. Cabral, a ex-primeira-dama e a dupla de ex-assessores são acusados de lavagem de dinheiro. Cada um pode ser condenado a até 16 anos de prisão — a pena prevista é de 3 a 10 anos, aumentada de até dois terços se o crime for praticado por organização criminosa, o que é o caso, segundo o MPF.

Adriana foi absolvida pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no processo referente aos desvios de verbas do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). No mesmo processo, Cabral foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão.

http://odia.ig.com.br