segunda-feira, 1 de maio de 2017

Manifestantes se reúnem na Cinelândia para 2º ato contra as reformas.

Protesto também é contra repressão da Polícia Militar praticada na greve geral da última sexta-feira.


Manifestantes fazem ato político-cultural contra
as reformas trabalhista e da previdência social.
O DIA

Rio - Centenas de manifestantes se reúnem, na Cinelândia, Centro do Rio, para o 2º ato contra a reforma trabalhista, da Previdência e também contra a repressão da Polícia Militar desde as 11:00h s., desta segunda-feira, 1º de Maio, Dia do Trabalho. O evento foi divulgado no Facebook, onde obteve cerca de 10 mil confirmações de presença. Algumas viaturas da PM acompanham o ato, que segue pacifíco. Por volta das 13:20hs., um homem carregando uma bandeira do Império foi retirado do protesto por ativistas. Ele chegou a provocar alguns deles e foi retirado do local. Na última sexta-feira, uma manifestação contra as reformas do Governo Temer terminou em confronto nas ruas do Centro. PMs jogaram bombas e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Em resposta, grupos incendiaram lixeiras, ônibus e fizeram barricadas nas vias.

Deputado alvo de bomba de gás critica violência policial.
O deputado Flavio Serafini (Psol), atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo enquanto discursava num palco, em ato contra as reformas trabalhistas e previdenciárias, na sexta-feira, atribuiu a atuação da polícia à "estratégia de governo". Ele participa da manifestação desta segunda. "A atuação da PM foi para desmobilizar e não permitir a livre manifestação e a mobilização da classe trabalhadora brasileira. O jogo foi muito bem definido: provocações da polícia e lançamento de bombas indiscriminadamente contra os manifestantes", disse. Na última sexta-feira, Serafini pediu que os policiais parassem de jogar bombas na direção das pessoas que assistiam aos discursos num palco montado na Lapa. A PM avançou na direção do público. O deputado, então, encerrou o ato e orientou os manifestantes a deixarem a Lapa. "Polícia Militar do Rio de Janeiro, parem com as bombas. Tem mulheres, tem idosos. Vamos, gente, encerrado o ato. Eles querem nos calar com violência", dizia o deputado. Neste momento, um PM mirou no parlamentar e disparou a bomba de gás em sua direção. Serafini não ficou ferido. Um vídeo feito pelo cinegrafista Ronaldo Parra, que mostra o momento da agressão teve 71 mil visualizações.



O deputado Marcelo Freixo, também do Psol, disse que "quiseram calar o ato com as bombas". "Quanto mais bombas jogarem na gente, mais vamos botar gente em praça pública. Bomba nunca foi capaz de deter a gente. Registramos tudo e vamos enviar as imagens ao Ministério Público", disse o parlamentar. "Sei que tem policiais aqui no meio e, se essa luta for vitoriosa, vocês também vão se aposentar com dignidade. É importante que saibam de que lado estão quando jogam bomba na classe trabalhadora", completou.

Maior greve desde 1989
A greve geral de sexta-feira atingiu cidades de todos os estados do Brasil e teve adesão de milhões de trabalhadores, mas não chegou a parar o país. No fim da sexta-feira de protestos pelo país, sindicalistas e governo cantaram vitória. Segundo a CUT, o movimento contra as reformas da Previdência e Trabalhista foi a maior greve já realizada no Brasil e teria contado com a adesão de mais de 35 milhões de brasileiros, que foi o número registrado em uma paralisação em 1989. “Não tínhamos uma greve geral desde 1992. Paramos o país”, disse Marcelo Rodrigues, presidente da CUT-RJ.

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