terça-feira, 4 de abril de 2017

Ciro diz que Doria seria facilmente derrotado nas eleições e afirma que Dilma "ainda está tonta".


Pedetista ainda chamou Michel Temer de "ladrão fisiológico" e afirmou que Dilma fez um péssimo governo; declarações foram feitas em congresso da Associação de Estudantes Brasileiros no Exterior (Brasa), na Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia.

SÃO PAULO - O pré-candidato à presidência pelo PDT Ciro Gomes participou de congresso da Associação de Estudantes Brasileiros no Exterior (Brasa), na Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia. Mantendo o estilo combativo, Ciro Gomes afirmou que derrotaria o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) com facilidade e estaria aberto para formar uma chapa com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP). Questionado se teria dificuldades em enfrentar Doria numa eleição presidencial, Ciro disse que seria fácil vencê-lo. “Esse aí seria moleza. Um candidato que tem organicidade e representa 50% de São Paulo, que tem 15% do Brasil, é o Alckmin", apontando que seria mais complicado enfrentar o governador de São Paulo. Ele desqualificou o prefeito de São Paulo João Doria como um “farsante”, como já havia afirmado nas últimas semanas. Na época, Doria rebateu Ciro e afirmou que o pedetista foi desrespeitoso com a população de São Paulo e "confirmou" sua "instabilidade emocional e desequilíbrio político". Após Ciro voltar à criticá-lo em entrevista à Folha na semana passada, Doria afirmou que o pedetista "devia se preocupar é com o estado dele, primeiro o pessoal, de saúde mental, depois o Ceará, que é o Estado que ele representa",

Após o evento, em conversa com os jornalistas, o ex-ministro reconheceu que poderá disputar a Presidência em 2018 mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se candidate. Na semana passada, ele afirmou que não “tinha vontade” de se lançar ao cargo caso o petista também entrasse no páreo. "Quem decide a minha candidatura sou eu, e só dependo de uma circunstância: o PDT confirmar meu pleito. Quando digo que não gostaria de ser candidato se o Lula também for, não é uma homenagem propriamente a ele, embora acredite que PT e PDT possam seguir juntos, apesar de nossas diferenças. Mas, se ele for candidato, passionaliza e polariza de tal forma o ambiente que os eleitores terão dificuldade de encontrar meu discurso, centrado em temas que considero sérios, distantes da polarização simplória que ele representa", afirmou. Ele ainda disse que seus dois adversários mais fortes à sucessão presidencial são, hoje, Lula e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Durante o Congresso, Ciro Gomes atacou Dilma Rousseff e principalmente Michel Temer. Ele afirmou que Dilma fez um péssimo governo e acusou o presidente Michel Temer de ser um “ladrão fisiológico”. “Houve uma fratura que explodiu politicamente na ruptura da democracia brasileira com a queda da Dilma, penso eu e eu estou disponível a discutir, que não entendeu nada do que estava acontecendo e resolveu abordar o assunto com marquetagem e fuleragem de renúncia fiscal do seu Guido Mantega. Passou um avião por cima dela com quatro asas e três pneus e até hoje ela está tonta para entender o que aconteceu”, afirmou Ciro.

Segundo o pedetista, Temer ajudou o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha a aprovar medidas que tinham como troca recebimento de propina. “Está muito provado que ele pediu dinheiro dentro do Palácio (do Jaburu) à Odebrecht. Eu tenho as cópias do processo em que uma senhora reclamou união estável e pensão na Companhia Docas de Santos e ela descreve como se dividia o dinheiro em parte com o Michel Temer.”

Ciro ainda apontou não acreditar que a reforma da Previdência não será aprovada. “Zero chances. Qual é o efeito da reforma da Previdência, desse esse tiro no alvo errado nos próximos cinco anos? Zero, nenhum. O problema do Brasil é o despencar da receita e não a despesa. Há muito o que consertar nas despesas. Mas as despesas compressíveis ele (Temer) está aumentando".

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