quarta-feira, 15 de março de 2017

Pezão presidiu conselho da Emop em período de superfaturamento

Governador era secretário de Obras na gestão de Sérgio Cabral. Esquema de obras no Maracanã desviou R$ 211.000.000,00.


Delação liga chefe de obras de Pezão 
a cartel em licitações na gestão Cabral.
PAULO CAPPELLI

Rio - O governador Luiz Fernando Pezão presidiu o Conselho de Administração da Empresa de Obras Públicas do Estado de Rio de Janeiro (Emop) durante parte do período em que foi constatado superfaturamento na reforma do Maracanã. De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, o esquema desviou R$ 211.000.000,00 e envolveu o presidente da Emop, Ícaro Moreno, e as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta. Pezão era secretário de Obras na gestão de Sérgio Cabral. À época do início dos contratos, em 2010, a diretora de Administração e Finanças da Emop era Annie Dornelles Facó. Vice-governador, Francisco Dornelles nega parentesco.

Mudanças
Annie pediu para deixar o cargo em janeiro de 2011. Sua saída da diretoria de Administração e Finanças da Emop consta em ata do conselho assinada por Pezão, seu então presidente.

Período
O governo não soube precisar a data em que Pezão começou a presidir o conselho da Emop. O Informe, porém, encontrou atas de 2009 nas quais Pezão já era identificado como presidente. O Palácio Guanabara diz que Pezão deixou o cargo em 2011.

Propina
Em depoimento ao Ministério Público, delatores da Andrade Gutierrez afirmam que Cabral cobrou propina para permitir que a construtora se associasse às duas outras no consórcio que disputaria a licitação em 2010. O Maracanã foi interditado naquele ano e reaberto em 2013.

Silêncio
Pezão não quis comentar. Um amigo do governador amenizou: “Diferentemente de outras empresas, o conselho da Emop não delibera sobre cada obra. Só sobre o orçamento geral.”

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