quarta-feira, 8 de março de 2017

Marcelo Odebrecht confirma que Lula é o "amigo" da planilha em delação arrasadora para o ex-presidente

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o empresário ainda afirmou 
que amizade entre Lula e seu pai, Emílio Odebrecht, era um estorvo para a companhia.


A amizade entre o seu pai e Lula era um estorvo para a empresa.
POR LARA RIZÉRIO 

SÃO PAULO - A delação de Marcelo Odebrecht deve afetar fortemente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com informações da coluna de Vera Magalhães, do jornal O Estado de S. Paulo. Odebrecht, afirma a colunista, confirmou nos depoimentos que o “amigo” ou “amigo de EO [Emílio Odebrecht, pai de Marcelo]” que aparece em trocas de e-mails e planilhas do grupo é mesmo Lula. Vale destacar que, em depoimento ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na terça-feira, o ex-diretor do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht (chamado de “departamento de propina”), Hilberto Mascarenhas também afirmou que Lula seria o "amigo" da planilha. Além disso, procuradores que acompanharam a delação atestam, segundo a coluna: as revelações de Odebrecht são “arrasadoras” para o ex-presidente. Isso ajudaria a explicar a pressa em lançar sua candidatura à Presidência em 2018.

Marcelo Odebrecht descreve a relação de amizade entre o seu pai e Lula como um estorvo, apesar do extraordinário crescimento que o grupo teve durante os governos do PT, As queixas são de que o pai cedia demais aos pedidos de Lula, obrigando a empreiteira a fazer investimentos desvantajosos. A coluna aponta ainda que a delação é "fulminante" para duas outras figuras do petismo: os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega. “Os dois morrem”, resume um integrante do Ministério Público, segundo o qual “não restará outra possibilidade de defesa” para o “Italiano” (Palocci, segundo delatores) que não seja propor colaboração judicial de forma a entregar a cadeia de comando de favores que prestou e o dinheiro que distribuiu.

Em nota, a defesa de Lula afirmou que jamais pediu recursos para a empresa. "Lula jamais solicitou qualquer recurso indevido para a Odebrecht ou qualquer outra empresa. O ex-presidente jamais teve o apelido de 'amigo'. Se alguém eventualmente a ele se referiu dessa forma isso ocorreu sem o seu conhecimento e consentimento. Se delação premiada não é prova, o vazamento seletivo de suposta delação não tem qualquer valor jurídico e não pode dar base a qualquer ilação", diz.

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