terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pezão alega 'períodos difíceis' ao pedir reforço das Forças Armadas no Rio

Solicitação foi feita pelo estado no quarto dia de mobilização de mulheres 
de policiais militares nos batalhões e após a morte de um torcedor.


Força de Segurança Nacional.
O DIA

Rio - O governador Luiz Fernando Pezão, mostrou preocupação com a segurança do estado, ao confirmar que pediu ao presidente Michel Temer um reforço no policiamento, com a presença das Forças Armadas no estado, além da Força Nacional de Segurança Pública que já estava atuando no Rio. "Agora, são períodos difíceis. Tanto que hoje eu pedi ao presidente Michel Temer reforço das Forças Armadas para ajudar nesses próximos dias até depois do Carnaval. É um período em que a cidade está muito cheia", afirmou o governador, na segunda-feira, à imprensa, após uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o acordo de recuperação fiscal do estado com a União. Pezão destacou ainda que a Polícia Militar tem trabalhado com 97% do efetivo total "se desdobrando com jogo do Flamengo, praia lotada e blocos de Carnaval desfilando" ao lado da Polícia Civil. Ele ressaltou também que "é muito difícil fazer esse patrulhamento". "A Força de Segurança Nacional já está no Rio de Janeiro há três semanas. A gente quer reforçar cada vez mais o policiamento", afirmou Pezão.

O pedido de reforço foi feito pelo governo do estado no quarto dia de mobilização de mulheres de policiais militares nos batalhões e após a morte de um torcedor no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, na Zona Norte do Rio. Ao ser questionado se o carnaval, em si, é uma preocupação, Pezão disse que não, mas ressaltou que é preciso atenção redobrada. "Sempre fica tranquilo. Mas são mais de 2 milhões de pessoas na rua".

O governador afirmou também que o fato de o STF não decidir imediatamente sobre o pedido feito — de antecipar os termos do acordo econômico — não inviabilizará o pagamento de salários da segurança. "Hoje (terça-feira) estamos pagando a folha de toda a área de segurança. A gente vai pagar com a mesma dificuldade que a gente tá. Mas eu quero pôr décimo terceiro em dia, tudo em dia", disse o governador.

* Com informações do Estadão Conteúdo
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