segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

No ES, comércio amarga prejuízo que pode passar dos R$ 300.000.000,00.

Valor não inclui depredações e assaltos durante a paralisação da polícia nos últimos 10 dias.


Loja Ricardo Eletro, em Goiabeiras, é saqueada na capital 
do Espírito Santo. Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta).
AGÊNCIA BRASIL

Espírito Santo - A crise na segurança pública no Espírito Santo trouxe prejuízos que podem passar dos R$ 300.000.000,00 aos lojistas nesses dias de portas fechadas. A estimativa é da Federação do Comércio e Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES). O valor não inclui as depredações e os assaltos: pelo menos 300 lojas foram saqueadas e depredadas e o prejuízo calculado nesses casos gira em torno de R$ 30.000.000,00. Só na capital capixaba, 200 lojas sofreram ataques desde o último dia 4. As lojas mais visadas são as que vendem eletrodomésticos, joias e roupas. Com a paralisação da Polícia Militar e o clima de insegurança nas ruas, estima-se prejuízo no comércio do estado em torno de R$ 45.000.000,00 por dia com as lojas fechadas. O levantamento, realizado pela Fecomércio, considera o PIB do comércio do Espírito Santo diário como o valor máximo que poderia ser perdido em um dia parado e a quantidade de dias úteis perdidos.

Além do comércio, outros setores tiveram perdas, como serviços e turismo. Segundo a Fecomércio, no caso do turismo, houve cancelamento de reservas de hotéis e de eventos importantes, como o da 43ª Feira Internacional do Mármore e Granito que tinha expectativa de receber 25 mil visitantes.

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