quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Jucá pede desculpas e diz que suruba foi citação a música dos Mamonas Assassinas

Senador diz que metáfora foi publicada fora de contexto, mas gravação 
de entrevista não tem nenhuma menção à música 'Vira-vira'.


O DIA

O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), pediu desculpas na terça-feira, 21, por ter usado o termo "suruba selecionada" ao se referir à proposta de restringir o foro privilegiado para processos judiciais envolvendo agentes públicos. "Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada", disse na segunda-feira, 20, o peemedebista em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo""Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada". Senador Romero Jucá.

A afirmação de Jucá — investigado na Operação Lava Jato — foi uma reação à proposta em debate no Supremo Tribunal Federal (STF) de restringir o alcance da prerrogativa dos políticos ao mandato em exercício. Caso a medida avance, Romero Jucá defende abranger integrantes do Judiciário e do Ministério Público. A proposta em discussão prevê que o direito a foro privilegiado só valha para denúncias de crimes praticados durante o exercício do mandato.

Na entrevista da terça-feira, o senador repetiu que a redução do foro não poderia valer só para o Legislativo. Mas afirmou que sua declaração fora retirada de contexto. Alegou haver citado a música da banda Mamonas Assassinas, "Vira-vira", para fazer referência ao termo suruba, o que o senador afirma não ter sido citado na reportagem. Contudo, na entrevista feita na segunda-feira pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado — que foi assistida por outras pessoas e gravada na íntegra — o senador não fez qualquer referência à música dos Mamonas Assassinas.

Primeiro, o senador falou em "suruba" para criticar a possibilidade de o foro ser restrito apenas a quem tenha mandato eletivo. Depois, ressaltou que o Supremo ainda vai decidir se caberá à própria Corte alterar a interpretação do foro ou apenas por meio de uma mudança na Constituição pelo Legislativo. "Não é coisa de curto prazo, para amanhã", disse.

Com informações de Estadão Conteúdo
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