terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Uerj afirma que fez economia de 30% no orçamento

Na segunda-feira, reitora da universidade rebateu nota divulgada pela Secretaria de Estado de Fazenda.


Uerj vive grave crise financeira.
O DIA

Rio - A direção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) afirmou, na segunda-feira, que fez uma economia de 30% no orçamento em relação a 2015. Na última quinta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão havia afirmado que a universidade não fez uma contenção de despesas em 2016. No comunicado, a reitora em exercício, Maria Georgina Muniz, rebateu ainda uma nota divulgada pela Secretaria de Estado de Fazenda na semana passada, em que o órgão disse que repassou R$ 767.400.000,00 à faculdade. Em nota, a reitora explicou que a Uerj precisa de R$ 90.000.000,00 por ano para manter seu funcionamento, "valor alcançado após revisão de todos os contratos no início de 2016, o que proporcionou uma economia de mais de 30% em relação ao ano de 2015". Ela reforçou ainda que esse valor sobre as despesas com vigilância, limpeza, funcionamento do restaurante universitário, combustível, insumos, dentre outros, aqui designadas como despesas de manutenção. "Dos R$ 189.200.000,00 que se afirma terem sidos pagos em custeio, somente R$ 15.500.000,00 foram destinados ao pagamento das despesas acima descritas, o que equivale a cerca de apenas dois meses de serviços contratados e da demanda de insumos", ressaltou a reitora.

No comunicado, a reitoria lembrou ainda que o orçamento aprovado para 2016 foi de R$ 1.100.000.000,00, "mas o realmente disponibilizado pelo governo do Estado foi de R$ 1.040.000.000,00". "Desses R$ 1.040.000.000,00, R$ 948.000.000,00 são de recursos provenientes do Tesouro do Estado. A diferença decorre de outras fontes de recursos, tais como convênios, receitas próprias e recursos repassados pelo SUS", acrescentou. A universidade citou ainda falta de pagamento da manutenção, o que "ocasionou a interrupção da prestação de serviços por várias empresas, com rescisão dos respectivos contratos". "Essa situação ocasionou a paralisação dos serviços terceirizados na Universidade, especialmente no início e no final do ano de 2016", contou.

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