segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Malala desabafa sobre política anti-imigração de Donald Trump

“Estou com o coração partido”, declarou a ativista paquistanesa.


A política anti-imigração adotada por Donald Trump já nos primeiros dias de seu mandato gerou uma série de manifestações nos EUA e nas redes sociais, por parte de ativistas. Entre eles está a paquistanesa Malala Yousafzai, que usou o Facebook para lamentar a decisão do novo presidente norte-americano. “Estou com o coração partido hoje por saber que o presidente Trump está fechando a porta para as crianças, mães e pais que fogem da violência e da guerra. Estou de coração partido que a América está dando as costas de uma história orgulhosa de boas vindas a refugiados e imigrantes – pessoas que ajudaram na construção do país, prontas para trabalharem duro em troca de uma chance justa de uma nova vida”, começou dizendo.

Na última sexta (27), Trump assinou uma ordem executiva que suspende a entrada de refugiados pelos próximos 120 dias e impõe um controle excessivo sobre a entrada de viajantes procedentes de sete países: Irã, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iêmen. Por conta das manifestação, o presidente chegou a recuar de parte da decisão e excluiu do veto pessoas com ‘green card’“Estou com o coração partido pelas crianças refugiadas sírias, que têm sofrido há seis anos com a guerra sem ter culpa de nada, e agora são alvo de discriminação. Estou com o coração partido por garotas como a minha amiga Zaynab, que fugiu de guerras em três países - Somália, Iêmen e Egito - antes dos 17 anos. Há dois anos, ela recebeu um visto para vir para os Estados Unidos. Aprendeu inglês, terminou o ensino médio e agora está na faculdade estudando para ser uma advogada de direitos humanos. Zaynab foi separada de sua irmãzinha quando fugiu da agitação no Egito. E hoje a sua esperança de se reunir com sua preciosa irmã é baixíssima. Neste momento de incerteza e inquietação em todo o mundo, peço ao Presidente Trump que não vire as costas às crianças e famílias mais indefesas do mundo.”

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