sábado, 6 de agosto de 2016

Chegada ao Maracanã teve confusão, trânsito e furtos antes da abertura

Jornalistas, espectadores e trabalhadores 
se misturavam no vagão cheio.


Chegada ao Maracanã foi problemática.
ANA CARLA GOMES, 
HUGO PERRUSO, 
MARCELO BERTOLDO 
E MARCIA VIEIRA

Rio - Chegar ao Maracanã não foi fácil. No acesso às estações de metrô, dentro dele, e na chegada ao estádio foi preciso ter muita paciência. Muitos empurrões e confusão. Principalmente na estação Central. Jornalistas, espectadores e trabalhadores se misturavam no vagão cheio. Quem queria chegar na cerimônia poderia descer na estação São Cristóvão ou Maracanã, diferentemente do que foi divulgado na coletiva de apresentação da festa. Segundo os organizadores, na estação do estádio só poderia ter acesso quem estivesse credenciado. O que gerou muita confusão tanto para os cariocas como para os turistas.Após a saída da estação era preciso ter muita paciência. O acesso ao estádio ficou muito distante com as inúmeras barreiras que obrigavam as pessoas a andarem até a esquina da UERJ. No meio do caminho, um cambista oferecia gritando uma entrada para festa por R$ 2.000,00 e se irritava quando achavam caro. Também houve relatos de pessoas furtadas próximo à Uerj e à rampa do metrô. O trânsito próximo ao acesso ao estádio estava bem engarrafado.

Se dependesse da entrada no Maracanã para os jornalistas estrangeiros darem sua opinião sobre a Olimpíada do Rio, ela seria negativa. Com apenas sete máquinas de raio-x, a entrada dos profissionais de imprensa levou em média 45 minutos, o que gerou irritação e reclamações em vários idiomas. O cinegrafista italiano Giorgio Viana, da Rai, está em sua nona Olimpíada e nunca viu uma fila assim. Ele ainda reclamou do trânsito. "Levamos duas horas para chegar no Maracanã, saindo da Barra. E ainda vejo essa fila enorme. Em Londres não demorava nem 15 minutos."

Às 18:45hs., foram disponibilizados mais quatro máquinas de raio-x, em uma parte do portão que estava fechada, o que agilizou o processo. Dentro do Maracanã, os bares não pareciam estar preparados para a alta demanda. Enquanto as bebidas saíam em grande quantidade, a comida ficou em falta. Foi comum ver pessoas reclamando que não havia o que comer. Segundo as atendentes, os salgados acabavam tão rápido que não dava tempo de fazer outros. Outro problema durante a cerimônia foi o wi-fi para os jornalistas, que deixou de funcionar em vários momentos.

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