domingo, 31 de julho de 2016

Tiro acerta celular e salva policial civil

Disparo foi amortecido por aparelho.


Bala atingiu o celular do policial motociclista na Avenida Brás de Pina.
BRUNA FANTTI

Rio - Andando de um lado para o outro na 22ª DP (Penha), na tarde de ontem, um policial civil levantava a blusa que tinha a inscrição ‘Kawasaki’. “Olha aqui como ficou meu peito”, dizia, apontando para o lado direito do tórax. No local, um calombo vermelho indicava o que seria a prova do que sofrera horas antes: o tiro de pistola disparado por um assaltante não perfurou seu corpo, pois, por sorte, atingiu seu celular antes. O homem, de 53 anos, que pediu para não ser identificado, contou na delegacia que pilotava sua moto, modelo Kawasaki 1000 cilindradas, pela Avenida Brás de Pina, Zona Norte do Rio, quando parou no sinal de trânsito em frente ao Supermercado Guanabara.

Na garupa, contou o policial, estava seu filho, de 23 anos, que recebeu uma coronhada assim que parou o veículo. “Caí da moto e gritei: ‘corre filho’. O cara, então, atirou. Do nada. O celular estava na jaqueta”, disse. O bandido conseguiu fugir com a moto para a Vila Cruzeiro. Outros três comparsas o seguiram em um carro. A 300 metros, a jovem Daniele Alves, 23, foi atingida por uma bala perdida na barriga. Socorrida no Hospital Estadual Getúlio Vargas, seu estado de saúde, porém, estável.

A mulher do policial civil disse que a família faz parte de um grupo de motociclistas. “Em março tentaram roubar minha moto no Centro do Rio. Quando vi a arma, acelerei. Tive certeza que iriam atirar em mim se parasse”, afirmou.

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