terça-feira, 5 de julho de 2016

Na prisão, empreiteiro Fernando Cavendish tem cabelo cortado

Ele e outros três presos pela Operação Saqueador 
estão em Bangu 8 à espera de tornozeleira eletrônica.


Cavendish e o contraventor Cachoeira foram fotografados 
com uniforme de presidiário e cabelo cortado.
O DIA

Rio - Preso em Bangu 8, o empreiteiro Fernando Cavendish e outros três detidos na Operação Saqueador tiveram os cabelos cortados e foram fotografados usando uniforme de presidiários. Cavendish chegou da Europa na madrugada de sábado e foi detido no Aeroporto Internacional do Galeão. Dono da Delta Construções, Cavendish e o ex-diretor da empreiteira Cláudio Abreu, estão presos junto com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e Marcelo Abub. Eles tiveram a prisão preventiva em regime fechado convertida em prisão domiciliar, por decisão do Tribunal Regional Federal, mas por falta de tornozeleiras eletrônicas permanecem no presídio Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó.

Cavendish e Cachoeira recorreram à Justiça para serem soltos e não penalizados pela crise financeira do governo estadual. Anteontem, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou um segundo pedido de habeas corpus. Com a decisão do desembargador José Ferreira Neves, eles permanecem em Bangu 8 à espera da tornozeleira eletrônica. O equipamento está em em falta por causa de atrasos de pagamento do Estado do Rio ao fornecedor. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a situação deve ser normalizada na quinta-feira. Em nota, a Seap alegou que está “se esforçando para honrar seu compromisso junto ao fornecedor para que a entrega e manutenção das tornozeleiras seja normalizada”, e que espera ter equipamentos disponíveis esta semana, inclusive com a devolução de alguns que estão em uso ou em manutenção.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, aceita pelo juiz federal Marcelo Brêtas, a empresa de Cavendish fazia parte de uma organização criminosa que desviou R$ 370.000.000,00 de dinheiro público para pagar propina a servidores e políticos.

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