segunda-feira, 11 de julho de 2016

Família de diarista morta na Z. Norte reclama de demora da liberação do corpo

Os familiares estavam desde cedo no Instituto Médico-Legal 
(IML) à espera do corpo para marcar o enterro.


Marido da diarista morta a caminho da igreja, Cristiano 
diz que não tem condições de pagar o enterro.
MARLOS BITTENCOURT

Rio - A família da diarista Cícera Rodrigues, de 38 anos, morta domingo de manhã na favela Furkim Mendes, em Jardim América, com um tiro de fuzil, reclama que o corpo dela, até a manhã desta segunda-feira, mais de 24 horas depois do crime, continuava no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Os familiares estavam desde cedo no Instituto Médico-Legal (IML) à espera do corpo para marcar o enterro. "Ela morreu por volta das 07:00hs., de domingo e a gente fica no IML até agora esperando o corpo. Isso é um desrespeito", desabafou o marido da diarista, Cristiano Arruda dos Santos, 42 anos. Por meio de nota, a direção do Hospital Estadual Getúlio Vargas informou que as autoridades policiais já foram informadas quanto ao óbito da paciente Cícera Rodrigues da Silva. A remoção do corpo, que encontra-se na câmara mortuária da unidade, cabe à Polícia Civil e à Defesa Civil.

Também por nota, a Polícia Civil disse que "o registro foi inicialmente realizado como lesão corporal, sendo alterado para homicídio assim que a morte foi comunicada à unidade. Hoje (segunda-feira, dia 11 de julho), às 06:00hs., da manhã, foi expedida a guia de remoção do corpo de Cícera Rodrigues da Silva que já foi removido pelo Corpo de Bombeiros para encaminhamento ao IML.

Cícera morreu após levar um tiro de fuzil, que atingiu as suas costas e saiu pela barriga. Ela ia para a igreja participar de um culto evangélico. Ela era pernambucana e morava no Rio há 16 anos, mesma idade de seu filho. A família, revoltada com a demora, está no IML e diz mal ter dinheiro para pagar o enterro.

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