sábado, 4 de junho de 2016

Hitler liderou uma das primeiras campanhas contra o cigarro


Adolf Hiltler criou um programa de saúde que salvou, estima-se, a vida de 20.000 mulheres. Claro que essa conquista perde um pouco de seu brilho tendo em vista que o mesmo cara ordenou o assassinato em massa de pelo menos 11 milhões de pessoas que ele considerava indesejáveis, incluindo judeus, homossexuais, ciganos, comunistas e deficientes.

O programa de saúde em questão foi uma das primeiras campanhas antitabagismo da história. Hitler era obcecado com a ideia de uma “raça superior” ariana e via o fumo como uma ameaça para a saúde do povo alemão. Ele sempre se gabou de ter parado de fumar em 1919 e apareceu em folhetos antitabagismo advertindo que “cada alemão é responsável perante todo o povo por todos os seus atos e omissões, e não tem o direito de danificar seu corpo com drogas”.

Cientistas nazistas foram incentivados a pesquisar os perigos do tabagismo e, em 1939, Franz Muller produziu o primeiro estudo epidemiológico ligando cigarros ao câncer. Em 1943, pesquisadores alemães haviam mostrado conclusivamente que fumar causava câncer de pulmão. Infelizmente, esses estudos foram esquecidos no caos que seguiu a guerra e levou mais uma década até pesquisadores norte-americanos começarem a chegar às mesmas conclusões. Ainda assim, a campanha antitabagismo nazista salvou a vida de milhares de mulheres (que foram mais alvejadas pelas propagandas do que os homens, muitas vezes com “força policial”).

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