quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ocupado há uma semana, CAp-Uerj enfrenta falta de segurança e limpeza


Pais e alunos cobram retorno às aulas no CAp, em greve há três meses.

Colégio de Aplicação está ainda sem bandejão e professores.
O DIA

Rio - Afetados por uma greve que já dura 81 dias, alunos do Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio (CAp-Uerj) ainda enfrentam a falta de bandejão, de segurança e de professores. Há uma semana, estudantes decidiram ocupar a unidade para chamar a atenção para os problemas. Na quarta-feira, eles se reuniram, junto com pais e responsáveis, numa audiência pública convocada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Segundo os estudantes, professores estão com salários atrasados e serviços terceirizados, como a limpeza, foram paralisados por falta de pagamento. A comerciante Lucineide Linhares, que tem uma filha no 7º ano, lamentou a situação do colégio. “Minha filha está em casa, aprendendo sozinha, buscando ajuda na internet”, criticou.


O presidente da Comissão de Educação da Alerj, Comte Bittencourt (PPS) disse que a melhor saída para o estado vencer a grave crise que enfrenta é investir na educação. “A gente sabe e entende que o estado passa por um momento fiscal muito difícil, mas isso não nos impede de cobrar melhorias”, afirmou. O convite para a audiência foi feito também ao secretário Estadual de Ciência e Tecnológica, Gustavo Tutuca, que não compareceu. Em nota, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação informou que a paralisação de aulas não é a solução ideal, pois interfere no processo educacional dos jovens e nas rotinas de suas famílias. O órgão disse que os salários dos professores estão em dia, seguindo o calendário divulgado pelo governo, e que a unidade não tem déficit de professores, conforme apurado por uma comissão formada para avaliar a situação do CAp-Uerj. A secretaria disse que há 19 professores aprovados em concurso aguardando o fim da greve e a convocação da Uerj para iniciarem os trabalhos.

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