terça-feira, 10 de maio de 2016

Funcionários de empresa de ônibus ameaçam paralisar de novo nesta terça

Com salários atrasados, cerca de 600 profissionais da Auto 
Viação Bangu cruzaram os braços nesta segunda-feira.


Os rodoviários fecharam a saída da garagem da empresa 
desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira.
GUSTAVO RIBEIRO

Rio - A população pode ficar mais um dia sem os serviços da Auto Viação Bangu, que opera 23 linhas de ônibus nas zonas Oeste e Norte. As reivindicações dos cerca de 600 funcionários que cruzaram os braços na segunda-feira, devido a atrasos salariais, não tinham sido atendidas até o fechamento desta edição. Os trabalhadores prometeram continuar parados até a regularização dos pagamentos. Mais de 200 ônibus ficaram na segunda-feira parados no pátio da empresa, em Realengo. A frota da Bangu representa pouco mais de 10% da oferta de transporte na região, segundo a Rio Ônibus (associação das empresas). O Consórcio Santa Cruz, do qual a Viação Bangu faz parte, informou que o plano de contingência adotado na segunda-feira, com uso de veículos de outras empresas do grupo, poderá se repetir hoje, se não houver a regularização dos serviços pela Viação Bangu.

Os funcionários protestaram na porta da garagem e disseram que o salário e os adiantamentos atrasam todo mês. Também se queixaram de longas jornadas e de veículos com defeitos. “Não temos água, banheiro nas paradas nem horário de almoço. Ganhamos um cartão refeição de R$ 180. Se um motorista não aceita viajar com o carro quebrado, é ameaçado de suspensão”, desabafou um motorista. Motoristas afirmaram ainda que não recebem pagamento de horas extras e reclamaram da dupla função (dirigir e cobrar). Contra-cheques do mês de abril, segundo eles, foram entregues sem o pagamento do salário integral. Procurada a empresa Auto Viação Bangu, não quis se manifestar

Quem precisou ontem usar as linhas 383 (Realengo - Tiradentes), 394 (Vila Kennedy - Tiradentes), 794 (Bangu - Cascadura), 395 (Coqueiro - Tiradentes) e 801 (Taquara - Bangu), por exemplo, foi informado por funcionários de outras empresas sobre a greve.

Com reportagem da estagiária Julianna Prado
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