terça-feira, 17 de maio de 2016

Árvore que caiu em ambulante em São Paulo estava infestada por cupins

Mulher morreu atingida por árvore enquanto trabalhava no Centro de SP. Prefeitura afirma que remoções e podas são realizadas.


Vendedora de açaí que morreu atingida por uma árvore no Centro de São Paulo.
Do G1 São Paulo

A árvore que atingiu uma mulher que trabalhava em uma barraca vendendo açaí estava infestada de cupins. Mônica Francisca dos Santos, de 22 anos, trabalhava em uma feira gastronômica no Largo da Concórdia, no Centro da Capital, por volta das 17:00hs., na segunda-feira (16), quando foi atingida. A árvore que caiu era um pinheiro de 15 metros de altura.

Na manhã desta terça-feira (17), a polícia foi ao local em que a jovem foi atingida e instaurou um inquérito para apurar as causas da morte. "Quem cuida disso, quem tem que olhar para isso, deve ser responsabilizado", afirmou o delegado Eder Pereira e Silva. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que 120 mil podas e 3 mil remoções de árvores são feitas por ano. “Nós temos hoje um convênio, inclusive com a Eletropaulo, em que as podas aumentaram, as remoções aumentaram, mas, efetivamente, as árvores não estão preparadas para esse tipo de evento. E você não vai remover as árvores sãs. Você só remove árvore que está doente. Você não consegue em 24 horas dar conta de todos os problemas que acontecerem em função desse vento extremo.”

Uma menina de dois anos que ficou ferida devido ao temporal permanece internada em estado estável, segundo informações da Santa Casa da capital. Além da menina, outras 5 pessoas ficaram feridas pelo temporal. Conforme a assessoria de imprensa da Santa Casa, a garota de 2 anos passou por cirurgias no abdômem e no tórax, devido a perfurações. Nesta terça-feira (17), ela respirava com ajuda de aparelhos. Segundo o SPTV, foram registradas 181 quedas de árvores.


A queda de parte do muro do Cemitério do Araçá por causa da chuva na véspera expõe gavetas com ossos no bairro do Pacaembu, em São Paulo. As gavetas estão no meio da Rua Monsenhor Alberto Pequeno, na parte de trás do cemitério.


Rajadas de vento
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), por volta das 17:00hs., a região de Barueri registrou rajadas de vento de 77 km/h e Campo de Marte, 58,9 km/h. Às 14:00hs., o Mirante de Santana marcou ventos de 51,4 km/h e, às 18:00hs., Guarulhos, 47,5 km/h.

Bairros
Em Perdizes, ainda há árvores interditando ruas e calçadas. Funcionários da Eletropaulo trabalham no local. Na Zona Oeste, semáforos apagados e árvores caídas continuam atrapalhando os moradores. Segundo a AES Eletropaulo, Palhereiros, na Zona Sul, e Pompéia e Lapa, na Zona Oeste, foram os bairros mais impactados. Na Zona Leste também há ruas sem energia elétrica. Na Mooca, a parede de um galpão caiu em cima de caminhão carregado de colchão em uma rua sem saída. Cabos de energia elétrica romperam com a força do vento.


Marquise de padaria em Perdizes desabou por causa de chuva forte em São Paulo.

Em Embu-Guaçu, uma fábrica de instrumentos musicais, com cerca de 500 metros quadrados de área, ficou destruída na Rua Benedito Fernandes. O muro cedeu, o ferro ficou retorcido e o galpão destelhado. Os escombros caíram na rua que está parcialmente bloqueada. Um caminhão foi atingido. Pouco antes do acidente, 20 pessoas estavam dentro do galpão e saíram assustados por causa do barulho. Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da Prefeitura de São Paulo, a região foi a mais atingida pela chuva e registrou 30 milímetros de água.



Árvore caiu sobre carro na Rua Santo Amaro, na região central de São Paulo.


Árvore que esmagou carros segue caída na Avenida Doutor Arnaldo, em Perdizes, Zona Oeste de São Paulo. Mais de 170 árvores caíram com o vendaval que atingiu a cidade na segunda-feira (16) 
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