segunda-feira, 25 de abril de 2016

Vacinação contra a gripe H1N1 começa nesta segunda-feira no Rio

Imunização em 4 milhões de pessoas será até 20 de maio. 
Crianças, grávidas, idosos e doentes crônicos terão prioridade.


Crianças menores de cinco anos estão no grupo 
prioritário que receberão as primeiras doses da vacina.
GUSTAVO RIBEIRO

Rio - Começa nesta segunda-feira a vacinação antecipada contra a gripe H1N1 em todo o Estado do Rio para os grupos prioritários formados por crianças com idades acima de seis meses e menores de 5 anos, gestantes e doentes renais crônicos. A partir do dia 30, data originalmente prevista para início da campanha, a vacina estará disponível também para as demais populações alvo — idosos a partir de 60 anos, mulheres até 45 dias após o parto e profissionais de saúde — além de outros doentes crônicos, presos e funcionários do sistema prisional. A meta é imunizar 80% dos grupos recomendados, o que representa 4 milhões de pessoas. A vacina contra a influenza A estará disponível nas mais de 200 unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde) e policlínicas da cidade até o dia 20 de maio, de segunda a sexta-feira, das 08:00hs., às 17:00hs.

No sábado, 30 de abril, será o dia D de mobilização contra a gripe, quando cerca de 450 de postos de vacinação volantes serão montados em diversos locais em toda a cidade, como igrejas, escolas, associações de moradores, entre outros, das 08:00hs., às 17:00hs., para facilitar o acesso da população. O imunizante também será aplicado nos postos de saúde dos 92 municípios fluminenses. É preciso levar documento de identidade, caderneta de vacinação (se tiver) e, no caso de doentes crônicos, recomendação médica informando que a pessoa tem uma das doenças listadas no grupo prioritário. “Embora a situação seja diferente da de São Paulo, a antecipação é uma medida preventiva”, explicou Luiz Antônio Teixeira Jr, secretário estadual de Saúde.

5 MINUTOS COM: Alexandre Chieppe, subsecretário de Saúde.

Com o objetivo de esclarecer as dúvidas da população sobre H1N1, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, respondeu os principais questionamentos sobre a doença.

1. Quais são os sintomas da H1N1?
Principais sintomas são: febre, calafrios, tremores, dores de cabeça, dor de garganta e rouquidão, tosse seca, dor de garganta e coriza. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exame laboratorial.

2. Como o vírus da gripe é transmitido?
A transmissão acontece pelo contato com pessoas infectadas, ao tossir, espirrar ou falar. Pode ser transmitida ainda por meio indireto pelas mãos, após contato com superfícies contaminadas por secreções respiratórias.

3. Quais são as orientações de prevenção?
É importante manter as mãos sempre limpas, principalmente antes de consumir algum alimento; utilizar lenço descartável para fazer a higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados; evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe.

4. Como é o tratamento?
O paciente deve ser orientado a usar antitérmicos e beber bastante líquido. Em caso de piora do quadro, o paciente deve retornar imediatamente ao serviço de saúde.

5. Quem tomou a vacina ano passado já está imune ou precisa se vacinar novamente?
— O imunizante deve ser tomado todos os anos. A vacina é segura e eficaz, protege contra os principais tipos de vírus da gripe, inclusive, H1N1. A escolha pelo período do outono para a aplicação é estratégica, pois a vacina precisa de duas semanas para induzir alguma proteção e de quatro a seis semanas para que a máxima proteção seja alcançada. Como o inverno é período de maior circulação do vírus, tomando a vacina no outono garante-se máxima proteção no período de maior circulação do vírus.

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