segunda-feira, 4 de abril de 2016

Morte de menino em Magé provoca toque de recolher


Corpo de Matheus, vítima de um tiro durante ação da PM, foi enterrado no domingo. Secretário recomendou que moradores não saíssem de casa antes das 18:00hs.


Revoltados, moradores queimaram diversos ônibus na noite de sábado
O DIA

Rio - A morte de Matheus Santos Moraes, de 5 anos, enterrado ontem em Magé, na Baixada Fluminense, vítima de um tiro durante ação da PM no último sábado, na comunidade da Lagoa, provocou toque de recolher na cidade. Temendo novos quebra-quebras, saques e ônibus incendiados por causa da tragédia, o secretário de Ordem Pública, Nelson Vinagre, recomendou à população do município que não saísse de casa até às 18:00hs., de domingo. “Recomendo aos moradores que fiquem em casa, não saiam até passar o período das 18:00 (horário do enterro)”, disse o secretário a uma emissora de TV, lembrando que PMs e guardas municipais ficaram de prontidão.

Após a morte de Matheus, houve protesto que deixou rastros de destruição. Doze 12 ônibus foram incinerados, lojas arrombadas e saqueadas e uma agência bancária foi depredada. De acordo com o 34º BPM, PMs patrulhavam a região quando se depararam com traficantes. A partir daí foi iniciado um tiroteio. No confronto, outros três moradores foram baleados, mas não correm risco de morrer. A família de Matheus, porém, nega o confronto e acusa a PM de entrar na comunidade atirando. Segundo parentes do menino, PMs teriam recolhido as cápsulas das munições deflagradas. O batalhão da área vai investigar as circunstâncias da morte. A 65ª DP (Magé) instaurou inquéritos para investigar de onde partiu o disparo e como começou o tiroteio. Em nota, a Federação das Empresas de Transporte do Estado do Rio (Fetranspor) repudiou os ataques que destruíram os ônibus em Magé.


Matheus, de 5 anos, foi baleado durante troca de tiros em Magé
Mais crimes contra crianças
Sequestrada e morta em Vaz Lobo, no subúrbio do Rio, Ana Carolina Flor dos Santos, de 6 anos, foi enterrada ontem no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária. O corpo da menina, sumido desde o último dia 26, foi encontrado sexta-feira passada. Ela desapareceu na porta da casa dos avós e teria sido levada pelo pedreiro Alfredo Oliveira. A delegada Elen Souto, da Delegacia de Descoberta de Paradeiros, disse que Alfredo confessou o crime.

E no domingo de Páscoa, Ryan Gabriel dos Santos, de 4 anos, morreu após passar por cirurgia no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte. Ele foi atingido no peito por uma bala perdida, no Morro do Cajueiro, em Madureira.

Reportagem de Marlos Bittencourt
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