segunda-feira, 11 de abril de 2016

Lula comanda manifestação na Lapa contra impeachment de Dilma

Chico Buarque e Wagner Moura participarão de ato, que está previsto para começar às 17:00hs., nesta segunda-feira.


Lula montou QG em Brasília para tentar salvar mandato de Dilma
O DIA

Rio - Articulador informal das negociações para tentar barrar na Câmara a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta segunda-feira no Rio para comandar uma megamanifestação contra o afastamento da presidente da República. Ao lado do cantor e compositor Chico Buarque e de personalidades como o ator Wagner Moura e o teólogo Leonardo Boff, Lula espera reunir milhares de pessoas nos Arcos da Lapa em um protesto em defesa da democracia. Tanto a manifestação quanto a votação do impeachment de Dilma na Comissão Especial da Câmara estão previstas para começar às 17:00hs.

Mas os esforços de Lula para salvar Dilma não se restringem a manifestações de rua. Apesar de ainda não ter assumido formalmente a Casa Civil, o ex-presidente montou um QG em hotel de luxo em Brasília, onde se reúne com presidentes e líderes de diversos partidos, além de deputados, senadores, governadores e até mesmo ministros de Estado. “O que você precisa para ficar com a gente?”, pergunta Lula, a seus interlocutores. Além de traçar a estratégia para conseguir os 171 votos necessários para derrubar o impeachment no plenário da Câmara, Lula acompanha pessoalmente um mapa de potenciais votos dividido por Estados. Paralelamente às conversas, as mudanças nos cargos de segundo escalão do governo também estão sendo usadas na conquista de votos para brecar o impeachment da presidente. Os cargos podem movimentar até R$ 38.000.000.000,00 em recursos do orçamento deste ano, dos quais R$ 6.200.000.000,00 são investimentos.

Chamado de “repactuação” da base pelo governo e de “balcão de negócios” pela oposição, o processo se acelerou após rompimento oficial do PMDB com Dilma e às vésperas da votação do afastamento da petista. O governo aposta todas as suas fichas na votação em plenário, o que deve ocorrer até o próximo domingo. Na votação desta segunda-feira da comissão especial a previsão é de derrota: o impeachment deve ser aprovado por 35 dos 65 votos.

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