terça-feira, 5 de abril de 2016

Estudantes ocupam mais três escolas públicas no Estado do Rio


Estudantes do tradicional Visconde de Cairu, no Méier, 
estenderam uma faixa de adesão ao movimento.

Secretaria de Educação pede que pais tentem 
convencer os filhos a desocupar unidades.
TÁSSIA DI CARVALHO

Rio - Mais três escolas estaduais foram tomadas na segunda-feira por estudantes. Além dos colégios Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, ocupado na semana retrasada, e Gomes Freire de Andrade, na Penha, tomado na segunda-feira, Heitor Lira, na Penha, Visconde de Cairu, no Méier, e Euclydes Paulo da Silva, em Maricá, estão sob controle dos alunos. Eles querem melhores condições de infraestrutura, mudanças na grade curricular, criação de grêmios estudantis e eleição para a direção. “Estamos ocupando até que o Estado nos trate de forma digna e cumpra as obrigações que tem com a gente”, diz Gabriel Gonçalves, aluno do Visconde de Cairu.

Em nota, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) reconheceu a mobilização e demonstrou apoiou ao crescente movimento que está acontecendo no estado. A entidade o classificou de ‘Primavera Secundarista’, numa menção à onda de protestos, revoltas e revoluções populares contra governos do mundo árabe em 2011. “As ocupações se tornaram estratégias primordiais para denunciar as irregularidades”, aponta. Segundo a presidente da União Estadual dos Estudantes Secundaristas, Ana Carpes, estudantes planejam novas ocupações. “É muito provável que outras escolas sejam tomadas. Em São Gonçalo, Maricá e Petrópolis o sentimento é de mobilizar e ocupar”, diz Ana.

A Secretaria Estadual de Educação não vê no movimento intenção em desocupar as unidades e aponta que há envolvidos que sequer fazem parte da comunidade escolar. “Diante da intransigência, a Seeduc apela aos pais para que conversem com seus filhos, uma vez que são os estudantes sem aulas os mais prejudicados”, informou.

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