sexta-feira, 25 de março de 2016

Pezão está com linfoma


Pezão e seu médico, Cláudio Domênico, dão entrevista 
para anunciar linfoma e explicar tratamento
Jornal do Brasil

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, está com linfoma não-Hodgkin. O governador deu entrevista coletiva na quinta-feira (24), ao lado de seu médico, Cláudio Domênico, no hospital Pró-Cardíaco, onde está internado desde o dia 12 de março com quadro infeccioso. Exames detectaram alterações na coluna vertebral que poderiam ser provocadas por um câncer ou infecção bacteriana. Uma biópsia foi realizada para detectar o problema. O linfoma não-Hodgkin afeta o sistema linfático e a defesa do organismo. O JB já havia antecipado, às 12:18hs., de quinta-feira (24), que os exames de Pezão haviam apontado processo metastático.

Pezão vem sendo assistido pelo médico Cláudio Domênico desde antes da internação, que aconteceu há 13 dias. Nos primeiros dias, houve vários diagnósticos envolvendo quadro infeccioso, inclusive de sinusite. Há cerca de seis dias, o oncologista Daniel Tabak foi chamado, e os exames passaram a ser mais direcionados. Há cerca de quatro dias, chegou-se ao quadro de linfoma, que se confirmou nesta quinta-feira. A equipe médica afirmou que o tratamento terá início hoje, sexta-feira (25), e será feito em ciclos com intervalos de 21 dias para que o organismo se recupere - três dias de quimioterapia e 18 de descanso. "Isso não quer dizer que ele precise ficar isolado. Porém, temos que reconhecer que é uma situação diferente, de acordo com as necessidades do cargo. Estamos conversando sobre isso", afirmou o oncologista Daniel Tabak.

O oncologista explicou que o tipo de linfoma diagnosticado foi o "anaplásico da célula T", um dos mais agressivos, mas potencialmente curável. "Ele expressa uma proteína chamada ALK, que tem melhor prognóstico. É uma situação complexa, mas a expectativa é de que o resultado seja favorável." Pezão não passará por nenhuma intervenção cirúrgica, a não ser para a colocação de um cateter. Os médicos ressaltaram ainda que a recomendação médica é de que ele seja preservado para conduzir de forma adequada o tratamento. Ele vai tirar 30 dias de licença. "O vice-governador (Francisco) Dornelles vai me ajudar, os secretários vão me ajudar, vou encarar isso com muita determinação e firmeza", disse o governador, durante a coletiva de imprensa da quinta-feira.

Apesar de mais magro e abatido, o governador mostrou otimismo: "Tenho total confiança nos médicos. Entendo a aflição de todos, mas procuro ver tudo pelo lado bom. O país passa por um momento tenso e conturbado, e esquecemos um pouco da gente. Agora é uma maneira de cuidar melhor de mim para poder cuidar melhor da população, do estado e dos servidores do estado", disse. Pezão contou que começou a se sentir mal no início do mês. "Comecei a sentir tremores e parecia que tinha febre todos os dias. Quando eu estava na convenção do PMDB, me senti pior. Me senti muito mal à noite e também na hora de votar. Falei com o doutor Cláudio e ele me chamou para voltar, para pesquisar. Foram momentos difíceis porque a gente não sabia. Tinha muita febre, eu suava muito", contou.

Internação
Quando Pezão foi internado, o diagnóstico inicial era de sinusite. Contudo, exames detectaram alterações na coluna vertebral que poderiam ser provocadas por um câncer ou infecção bacteriana. Uma biópsia foi realizada para detectar o problema. Na quarta-feira, Pezão recebeu as visitas do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Alerj, Jorge Picciani, ambos de seu partido, PMDB. Durante a semana, surgiram inclusive boatos nas redes sociais de que o governador teria morrido. Ele se manifestou pelo twitter para colocar fim às informações falsas. “Boa noite! Estou recebendo muitos telefonemas e mensagens para saber da minha saúde. Ainda estou internado, mas estou bem, me recuperando. Obrigado pelas mensagens", agradeceu na ocasião o governador.

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