segunda-feira, 28 de março de 2016

Governador do RJ termina o primeiro ciclo de quimioterapia

Político reagiu bem às primeiras três sessões de quimioterapia. Pezão espera receber alta até o aniversário de 61 anos, na terça (29).


Governador do Rio, Fernando Pezão, foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin.
Do G1 Rio

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, encerrou no domingo (27) o primeiro ciclo de quimioterapia para tratar um linfoma não-Hodgkin anaplásico de células T-Alk positivo no Hospital Pró-Cardíaco, onde está internado. A assessoria do político afirma que ele reagiu bem às primeiras três sessões de aplicação, que acontecem desde sexta (25). “Estou bem. Agradeço, mais uma vez, as manifestações de carinho que tenho recebido e desejo a todos feliz Páscoa”, informou Pezão.

O tratamento do governador do RJ durará de seis a oito ciclos de tratamento que duram 21 dias cada um, sendo três deles de quimioterapia e 18 dias de descanso. O governador está internado desde o dia 12 de março no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, e continua sem poder receber visitas. Ele deve ter alta hospitalar desse primeiro ciclo de tratamento na terça-feira (29), data em que completa 61 anos de idade. Ele ficará licenciado durante 30 dias para iniciar o tratamento. Na tarde desta quinta (24), o governador fez um procedimento para inserir um cateter debaixo da clavícula, por onde receberá a quimioterapia. Na quinta (24), o governador convocou uma coletiva de imprensa para informar que havia sido diagnosticado com linfoma não-Hodgkin. O linfoma não-Hodgkin é um tipo de câncer no sistema linfático que afeta o sistema de defesa do organismo.

O intervalo entre os ciclos de tratamento é de 21 dias, pois o organismo sofre os efeitos da quimioterapia. "Isso não quer dizer que ele precise ficar isolado. Porém, temos que reconhecer que é uma situação diferente, de acordo com as necessidades do cargo. Estamos conversando sobre isso", disse o oncologista Daniel Tabak, ressaltando que o tratamento, ao todo, deve durar entre seis e oito meses. Durante a coletiva, Pezão garantiu que vai enfrentar a doença com determinação e firmeza. "Tem coisas piores na vida. Tem coisas que Deus dá para a gente porque sabe que somos capazes de carregar. Eu sei que vou passar por isso daí e vou acabar mais forte", afirmou.

Câncer do governador tem cura
Ainda segundo a equipe médica, o comprometimento ósseo é comum e, no caso do governador, duas vértebras foram atingidas. "Mas o dado mais importante é que não existe nenhum comprometimento volumoso de linfonodomegalias. Não atingiu nenhum órgão crítico. Por isso, temos uma perspectiva boa. Mais de 70% dos pacientes ficam curados com este tipo de tratamento", disse Tabak.

O tipo de linfoma diagnosticado nos exames é o anaplásico de grandes células T-ALK positivo que, segundo os médicos, é um dos mais agressivos, mas totalmente curável. O tratamento se estenderá por ciclos, sendo três dias de quimioterapia e 18 dias sem a medicação. Esses ciclos devem ser realizados de seis a oito vezes. Avaliações serão feitas ao longo do tratamento. E o governador não vai passar por nenhuma intervenção cirúrgica, a não ser a colocação de um cateter para receber a medicação. "O câncer acontece em pessoas que não têm esse grau de impacto. Por isso, não podemos atribuir à atividade do governador. A recomendação médica é que ele seja preservado para conduzir de forma adequada o tratamento. Para que a periodicidade dos ciclos seja garantida", destacou o médico, ressaltando que o linfoma do governador Pezão não é o mesmo da presidente Dilma Rousseff, que teve um linfoma das células B.

Doença que atinge Pezão representa 1% de todos os linfomas
Estima-se que os linfomas representem a nona ou a décima causa mais comum de câncer no Brasil, variando de acordo com a região do país. São classificados mais de 60 tipos de linfoma. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o Brasil deve registrar 10.240 casos de linfoma não-Hodgkin em 2016, com incidência maior em homens do que em mulheres. Na maioria das vezes, os linfomas não têm causa específica que contribua para o seu surgimento, como é o caso, por exemplo, do câncer de pulmão, que tem no fumo um agente catalisador. O tratamento de Luiz Fernando Pezão se estenderá por ciclos, sendo três dias de quimioterapia e 18 dias sem a medicação. Esses ciclos devem ser realizados de seis a oito vezes. Avaliações serão feitas ao longo do tratamento. Ele vai se licenciar do cargo por 30 dias. Para identificar o tipo de linfoma de Pezão, os médicos fizeram uma biópsia, analisando uma parte do tumor retirada em cirurgia. Esta amostra foi analisada em laboratório. O governador também passou por um pet scan, que é um exame de imagem que ajuda a identificar a atividade metabólica de possíveis tumores. Os linfomas são divididos em dois grandes subtipos: os Hodgkin e os não-Hodgkin, porque possuem células com características diferentes. Os não-Hodgkin são mais comuns, acometendo cerca de 80% dos pacientes. Os Hogdkin atingem apenas 20% do total de pessoas que têm linfoma e costuma ser mais frequente nos dois extremos da vida, principalmente pacientes jovens e os mais velhos.

Correligionários desejam melhoras
Não faltaram mensagens de apoio a Pezão, na quinta-feira. Nas redes sociais, companheiros de partido do governador desejaram melhoras e disseram estar confiantes na recuperação de Pezão. "Estou confiante na pronta recuperação do companheiro e amigo, governador do nosso estado, Luiz Fernando Pezão. Eu já tive câncer e, com fé em Deus, seguindo as orientações médicas, me curei. Pezão vai se curar rapidamente", dizia a publicação no perfil de Jorge Picciani, presidente da Assembleia Lesgislativa do Rio.

O prefeito Eduardo Paes disse que "Pezão está acostumado a vencer desafios" e desejou força ao governador. "Mais do que fazer o registro de nossa amizade nesse momento, queria aqui reconhecer e enaltecer o super ser humano que nos honra governando o Estado nesse momento tão difícil", afirmou no texto.

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