quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Taxistas do Rio ainda não entenderam o impacto positivo dos aplicativos

Pesquisa que ouviu turistas mostra que os táxis foram o principal ponto negativo do carnaval carioca. Ganhou até do zika.

extra.globo.com
BRUNO FERRARI

Os táxis cariocas foram apontados como o principal fator negativo do carnaval no Rio de Janeiro pelos turistas que visitaram a cidade. O problema superou os transtornos ocasionados pelas obras do Porto Rio e até a possibilidade de contrair o zika vírus. A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da Unisuam e pela Associação dos Embaixadores de Turismo do Rio. Foram ouvidos 1.800 turistas entre os dias de 6 a 9 de fevereiro. Desses 25% reclamaram dos táxis, enquanto 20% citaram as obras do Porto Rio e 17% a convivência com o zika. A notícia sobre a pesquisa completa está no jornal Extra. É raro encontrar alguém que já tenha visitado o Rio de Janeiro e não tenha alguma história ruim para contar sobre o uso de táxi. Na terça-feira (9), um empresário gay disse que foi obrigado a sair de táxi depois que seu namorado cochilou em seu ombro. “Sem perversão no meu carro”, teria dito o taxista.

Pegar um táxi no sambódromo em direção ao bairro da Tijuca, relativamente próximo, é uma missão quase impossível. Em todos os anos que passei o carnaval lá – e foram muitos – enfrentei o problema. Fora o tradicional “Não subo para Santa Teresa” e os caminhos alongados para tirar um troco a mais no fim da corrida. Achei que a postura mudaria com o avanço dos aplicativos de táxi e de serviços como o Uber. As pesquisas e as experiências recentes mostram que não. Não é o Uber que está fazendo concorrência desleal aos taxistas, como protestam os profissionais na foto que ilustra esse post. São os próprios motoristas que insistem em sujar o nome da profissão. Eles farão com que os usuários desistam de usar o serviço e passem a procurar por alternativas. O Uber será apenas uma delas.

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