domingo, 7 de fevereiro de 2016

Políticos ficam bem longe da Sapucaí

Dilma foi para Porto Alegre e Pezão para um spa; a exceção é Eduardo Paes que estará presente na Avenida.


Eduardo Paes estará na Sapucaí
O DIA

Rio - Um dos principais palcos do Carnaval do país, a Marquês de Sapucaí vai sofrer desfalque de importantes políticos. Nem o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), nem a presidente Dilma Rousseff (PT) pretendem dar as caras na Passarela do Samba, nos desfiles das escolas do Grupo Especial. A exceção é o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), um dos mais entusiasmados com o Carnaval carioca. Portelense de carteirinha, Paes visitou a Cidade do Samba há cerca de dez dias, quando defendeu os gastos com o Carnaval: a prefeitura distribuiu R$ 24.000.000,00 entre as 12 escolas do Grupo Especial. “Esta festa é incrível, linda. A gente economiza com o que é supérfluo, e Carnaval não é supérfluo. É uma festa que internacionaliza o Rio traz turista, faz do Rio o que ele é”, resume o prefeito, que vai bater ponto na Sapucaí.

Já o governador Pezão optou por devolver à Liga das Escolas de Samba o camarote carnavalesco do estado. Vai passar o feriado prolongado em um spa, onde pretende afinar ainda mais a silhueta: ele emagreceu 26 quilos em cinco meses, depois de fazer uma dieta à base de proteínas. “Ainda preciso emagrecer uns sete quilos”, diz Pezão. Antes de se eleger governador, ele costumava passar o Carnaval em sua cidade natal, Piraí, tomando cerveja e comendo toucinho à pururuca.

Outro que também não pretende aparecer na Avenida é o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), que viajou para longe da folia carioca. Aliás, tanto a Alerj quanto o Congresso Nacional, em Brasília, vão ‘enforcar’ a semana, esticando o feriado de Carnaval até o próximo domingo. Para ter a folga prolongada, os deputados estaduais aprovaram na quinta-feira empréstimo do estado com a União de R$ 1.000.000.000,00, a fim de aliviar as contas do Rioprevidência.

Na sexta-feira à tarde, Dilma Rousseff embarcou para Porto Alegre onde foi passar o feriado com a filha, Paula Araújo, os dois netos, Gabriel e Guilherme, o genro e o ex-marido Carlos Araújo. Mas diante do alastramento do zika vírus, a presidente estava decidida a voltar para Brasília hoje à noite. Ela convocou os ministros para uma reunião na Quarta-Feira de Cinzas, último dia do Carnaval, para definir detalhes da ofensiva contra o mosquito Aedes aegypti. A presidente cogitou pedir a volta ao trabalho dos ministros amanhã, em uma demonstração de que o governo não sairia de férias em meio à epidemia do zika vírus. Mas a ideia foi abortada, com a avaliação de que apenas dois dias longe da capital não iriam esfriar a campanha contra a doença.

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