quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Pedófilos usam perfis de atores mirins em redes sociais para atrair vítimas

Segundo delegado, criminosos preferem contas falsas. Na terça-feira, farmacêutico da UPA foi preso acusado de estupro.

Na residência do acusado de estupro de vulnerável, em Mesquita, os agentes 
da DRCI apreenderam um notebook e grande quantidade de preservativos.
MARIA INEZ MAGALHÃES

Rio - Pedófilos estão usando perfis de atores mirins nas redes sociais para atrair as vítimas. A informação é do delegado-assistente da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Pablo Sartori. Segundo ele, essa prática tem aumentado e os criminosos sempre usam perfis falsos. “Os pais educam os filhos da maneira antiga dizendo a eles para não falarem com estranhos, mas para as crianças essas pessoas não são estranhas porque elas as veem todos os dias na televisão e, na inocência delas, acham que estão conversando com artistas”, explica Sartori, que faz um alerta sobre os cuidados que as famílias devem ter com as redes sociais. “Os pais devem ter total acesso a tudo que os filhos veem na internet. Limitar o número de redes sociais e o acesso a elas também ajuda a manter o controle sobre o que os filhos buscam”, diz Sartori. Segundo ele, os pais têm papel fundamental nas prisões de pedófilos. “Eles têm sido nossos maiores aliados. É preciso estar atento. Percebemos aumento no número de denúncias feitas por pais que monitoram os filhos na internet”, conta ele.

E foi graças à denúncia dos pais de um menino de 11 anos que a DRCI prendeu ontem um farmacêutico de 29 anos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Campo Grande. Segundo as investigações, ele aliciava crianças entre 8 e 12 anos com perfil falso no Facebook. Ele foi preso na UPA e vai responder por estupro de vulnerável. De acordo com a polícia, no último dia 4, ele foi flagrado pelos responsáveis da criança mostrando seu órgão sexual ao garoto na uma rede social. As investigações mostram que, após conquistar a confiança das vítimas, o enfermeiro as levava para a sua casa, em Mesquita, na Baixada.Lá, ele fazia sexo com as crianças em troca de presentes e dinheiro. Na casa dele, foram apreendidos um notebook e preservativos. “Temos provas suficientes de que ele praticava o crime”, afirmou Sartori. A pena para estupro de vulnerável é prisão de, no mínimo, 8 a 15 anos. Denúncias podem ser feitas à DRCI pelo 2202-0273 ou pelo Disque-Denúncia (2253-1177).

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