sábado, 13 de fevereiro de 2016

Militares começam mutirão contra mosquito Aedes aegypti

Presidenta Dilma Rousseff desembarca na cidade 
neste sábado para participar de mobilização.

Militares em guerra contra o Aedes aegypti
O DIA

Rio - No primeiro dia da campanha Nacional de Mobilização Zika Zero, o Rio de Janeiro está nos foco das atenções. Cerca de 70 mil homens das Forças Armadas vão distribuir panfletos em 30 municípios do estado. Só na capital, 55 mil militares do Exército,da Marinha e da Aeronáutica pretendem percorrer 49 bairros. A mobilização é tamanha que até a presidente Dilma Rousseff desembarca neste sábado na cidade. Ela vai visitar a comunidade Zeppelin, localizada na Zona Oeste, e participará de atividades de orientação da população sobre os procedimentos necessários para evitar a proliferação do Aedes aegypti. De acordo com o comandante da 1ª Divisão de Exército, general Luiz Eduardo Ramos, responsável pelos soldados do Exército no mutirão contra a zika, o trabalho será realizado a partir de dados sobre as áreas mais contaminadas. “Quando a população perceber a presença dos militares nas ruas, vai cair a ficha de que a situação é séria”, contou o general, que garante passar repelente quando atua nas áreas endêmicas.

Na espera do primeiro filho, o capitão do exército, Paulino Filho, de 32 anos, está ansioso com a campanha. “Eu vivencio o problema. Temos que tomar todos os cuidados para evitar a zika”, conta o militar, que chega a gastar R$ 150,00 por mês na compra de repelente para a esposa grávida.

'Gripe mata mais que zika'
O prefeito Eduardo Paes afirmou nesta sexta-feira que Zika vírus não é tema olímpico e que gripe mata mais do que zika. De acordo com ele, o assunto tem sido tratado com exagero às vésperas da Olimpíada. A declaração foi feita pelo político em visita ao Parque Aquático Maria Lenk, na Barra. Paes afirmou que o país precisa enfrentar a doença e tentou minimizar a procuração dos cariocas com a doença. “Não é um tema olímpico. Isso é um tema de nós brasileiros e da cidade do Rio”, afirmou. “Morre muito mais gente de gripe todo ano do que por dengue, que dirá pelo vírus da Zika”, completou.

CINCO MINUTOS COM INFECTOLOGISTA EDIMILSON MIGOWSKY

Infectologia Edimilson Migowsky

O infectologista Edimilson Migowski dá dicas de como se proteger das picadas do mosquito que transmite o vírus da zika, da dengue e da febre Chikungunya.

1. Qual diferença da Zika, Chikungunya e Dengue?
O paciente com zika geralmente apresenta conjuntivite alérgica, a pele fica com manchas vermelhas, tem febre e dor no corpo. Na dengue, a febre é mais alta, a dor no corpo é intensa e o comprometimento é geral. Já o afetado pelo Chikungunya sofre dor nas juntas, febre e pode ter um quadro de até 5 meses de dor nas articulações, edema e inchaço.

2. A microcefalia está associada à zika?
Todas as evidências apontam que sim. A zika é uma das doenças, entre outras como Rubéola e Toxoplasmose, que podem também acarretar a microcefalia.

3. Quais os cuidados para evitar a zika?
É necessário combater o mosquito. As grávidas devem andar com roupas que cubram a maior parte do corpo e devem usar sempre repelentes.

Reportagem da estagiária Julianna Prado
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