quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ex-amante de FHC expõe relação extraconjugal e contesta exame de DNA

Teste realizado apontou que Fernando Henrique não é o pai do filho da jornalista. 'Eu acho que é mentira', disparou.


À revista Brasil com Z, Mirian Dutra falou sobre caso com FHC
O DIA

São Paulo - Em entrevista à revista Brasil com Z, dedicada a brasileiros que vivem na Europa, a jornalista Mirian Dutra falou pela primeira vez sobre o romance extraconjugal que teve com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no fim da década de 1980. “Eu acho que está na hora das pessoas começarem a saber a verdade”, argumentou a jornalista. Definindo-se como a “última exilada”, Mirian contou que foi morar no exterior para não atrapalhar a reeleição de Fernando Henrique. Na época, o ex-presidente achava que era pai de Tomas, hoje com 25 anos. Por duas décadas, ela ficou como correspondente na Europa. Mirian trabalhou por 35 anos na TV Globo, de onde se desligou em dezembro de 2015. Segundo ela, suas matérias foram todas apagadas do arquivo da emissora. “Eu tinha um contrato, não podia fazer nada. Eu era proibida de usar a minha imagem, a minha voz em qualquer outro lugar. Tentaram apagar a minha imagem porque não interessava pra eles....”.

Quando Tomas tinha 18 anos foi feito um exame de DNA, que comprovou que Fernando Henrique não era seu pai. Na entrevista feita em Madri, Mirian coloca em dúvida a autenticidade do exame. “Eu acho que é mentira, porque eu só vi um documento, mas todo mundo pode enganar com um DNA. Ninguém questionou. Meu filho fez um exame, ele estava em um alojamento nos Estados Unidos, ‘você não pode contar pra sua mãe’. Fizeram escondido de mim, eu nunca proibi que fizessem DNA, nunca proibi absolutamente nada, ao contrário, eu sempre incentivei que fizesse, que tivesse contato, essa coisa toda”, afirmou a jornalista. “O Tomas nunca teve pai. O Tomas nunca foi reconhecido. A certidão está em branco.”

À revista, Mirian contou ter muitas cartas de FHC. Numa delas, segundo ela diz, FHC afirma que jamais a tirou da mente desde que a conheceu, num restaurante em Brasília. De acordo com ela, Ruth Cardoso sempre soube do romance. Ele se referia à mulher como “irmã”. FHC dormia sempre em sua casa, afirma. Era, diz, um “casamento de conveniência”. Ele próprio usou essa expressão em cartas, acrescenta Mirian. A assessoria do ex-presidente tucano foi procurada, mas ele não havia se pronunciado até o fechamento da edição.

Com Estadão Conteúdo
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