domingo, 31 de janeiro de 2016

Obra em tríplex atendia ao gosto de Lula, segundo jornal

Engenheiro que acompanhou a reforma no imóvel é apontado como elo entre Lula e OAS.



Todos os apartamentos do condomínio Solaris devem ser investigados
Do R7

O engenheiro da OAS Igor Pontes, que acompanhou as reformas no tríplex cuja opção de compra pertencia à família de Luiz Inácio Lula da Silva, teria dito em depoimento aos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, na semana passada, que seria possível inferir que a obra estava sendo feita seguindo o gosto do ex-presidente. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, com base em relatos de pessoas que tiveram acesso ao depoimento de Igor Pontes. Os procuradores vieram a São Paulo apurar os dados sobre os apartamentos do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), alvo da 22ª fase da operação, denominada Triplo X, que aconteceu na última quarta-feira (27).

Engenheiro relata visita de Marisa a triplex e diz que reforma custou R$ 777.000,00.
Segundo o jornal, o engenheiro é apontado por testemunhas ouvidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, que também investiga o caso, como o principal elo entre a família do petista e a empreiteira OAS, que fez a reforma na unidade 164A, atribuída ao ex-presidente.

Investigação do Ministério Público
O MPF (Ministério Público Federal) acredita que todos os apartamentos do condomínio Solaris devem ser investigados por suspeita de pagamento de propina por meio de imóveis no local, incluindo um eventual apartamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse na última quarta-feira (27) o procurador Carlos Fernando do Santos Lima. O suposto pagamento de propina por parte da empreiteira OAS por meio de imóveis no condomínio Solaris, como parte do esquema de corrupção que envolve a Petrobras, faz parte das investigações da 22ª etapa da operação Lava Jato, deflagrada na quarta pela Polícia Federal com o nome "Triplo X". Em nota divulgada no ano passado, o Instituto Lula informou a situação do imóvel no Guarujá (SP). Leia abaixo o comunicado:

"Dona Marisa Letícia Lula da Silva adquiriu, em 2005, uma cota de participação da Bancoop, quitada em 2010, referente a um apartamento, que tinha como previsão de entrega 2007. Com o atraso, os cooperados decidiram em assembleia, no final de 2009, transferir a conclusão do empreendimento à OAS. A obra foi entregue pela construtora em 2013. Neste processo, todos os cooperados puderam optar por pedir ressarcimento do valor pago ou comprar um apartamento no empreendimento. À época, Dona Marisa não optou por nenhuma destas alternativas esperando a solução da totalidade dos casos dos cooperados do empreendimento. Como este processo está sendo finalizado, ela agora avalia se optará pelo ressarcimento do montante pago ou pela aquisição de algum apartamento, caso ainda haja unidades disponíveis. Qualquer das opções será exercida nas mesmas condições oferecidas a todos os cooperados. Assessoria de Imprensa do Instituto Lula"

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