terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Morre, aos 74 anos, o ator Nildo Parente

Nildo Parente morreu devido a complicações de um AVC, que teve há dois meses
Foto: TV Globo/Divulgação

Morreu na noite da última segunda-feira (31) o ator Nildo Parente, aos 74 anos, no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro.
Nildo estava internado havia dois meses devido a um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e morreu por conta de suas complicações.
O corpo do ator é velado no Cemitério São João Batista, também no Rio de Janeiro, e o enterro acontecerá no mesmo local, às 17h.
Biografia
Nildo Parente nasceu em 1936, em Fortaleza, e estreou no cinema em 1968, em O Homem que Comprou o Mundo, de Eduardo Coutinho. Já em 1969 conquistou o papel de protagonista no longa Azyllo Muito Louco (1969), de Nelson Pereira dos Santos. Ele ainda voltaria a filmar com Nelson em Quem é Beta? (1972), Tenda dos Milagres (1977) e Memórias do Cárcere (1983).
Parente teve seu principal período de atuação na década de 70, quando fez mais de 20 filmes - entre eles Anjos e Demônios (1970), de Carlos Hugo Christensen, São Bernardo (1972), de Leon Hirszman, Os Condenados (1973), de Zelito Viana, e Coronel Delmiro Gouvêa (1977), de Geraldo Sarno. Nos anos 80 e no começo dos 90 fez mais de dez filmes, incluindo Rio Babilônia (1982), de Neville D'Almeida, O Beijo da Mulher-Aranha (1984), de Hector Babenco, e Natal da Portela (1988), de Paulo Cezar Saraceni.
Nos anos 90, participou dos longas Bela Donna (1998), de Fábio Barreto, Seja o que Deus Quiser (2002), de Murilo Salles, e Inesquecível, de Paulo Sérgio Almeida. O ator ainda tem em seu currículo passagens por novelas como Pátria minha, A viagem, O Dono do Mundo, Vereda Tropical, América, Senhora do Destino e Celebridade, todas na Rede Globo. Ele também atuou no polêmico curta-metragem Depois de tudo, de Rafael Saar, em que contracenou com Ney Matogrosso. Na trama, ator e cantor vivem um casal de homossexuais.
Nildo Parente também teve uma longa carreira teatral, encenando peças como Hoje é Dia de Rock, de Rubens Correia, e Ai Ai Brasil, de Sergio Brito. Em 2008, subiu aos palcos ao lado de Francisco Cuoco, com a peça Circuncisão em Nova York.
Seus últimos trabalhos de destaque foram no longa Chico Xavier, de Daniel Filho, na minissérie da Rede Record A Lei e o Crime e na novela global Paraíso Tropical. No teatro, seu último trabalho foi o espetáculo Medida por Medida.

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